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TEORI REJEITOU PEDIDO DO GOVERNO PARA ANULAR PROCESSO DE IMPEACHMENT



O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou a ação do governo para anular o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A decisão impôs a última derrota à petista antes da votação no Senado sobre seu afastamento provisório marcada para esta quarta-feira, 11.A expectativa era de que a decisão liminar de Teori fosse divulgada antes do início da sessão no Congresso. Mas a informação só foi divulgada quase três horas depois do início do debate dos senadores, o que foi visto como um sinal de que, mesmo antes de oficializar a posição, o ministro não iria interferir no andamento do processo. A medida garante a tramitação do processo no Senado. 
Na ação, o advogado-geral da União acusava o então presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de agir por vingança, já que ele aceitou o pedido de impeachment contra Dilma no mesmo dia em que o PT sinalizou que votaria pela cassação do mandato dele no conselho de Ética da Câmara. O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo descreveu atos do paralamentar pra tentar demonstrar que ele fez manobras para tirar do caminho empecilhos que pudessem travar o processo.
O governo também alegava que o pedido para anular o processo contra Dilma condizia com a decisão tomada pelo STF na semana passada de afastar Cunha da presidência da Câmara. Um dos argumentos de Teori na ocasião era que o peemedebista usava o cargo a seu favor, para barrar o avanço das investigações contra ele. O gabinete de Teori teve de lidar com o tempo exíguo para consolidar uma posição sobre o caso. A ação da Advocacia-Geral da União (AGU) que podia travar todo o processo em trâmite no Senado foi enviada ao Supremo na tarde de ontem, mas só foi distribuída a Teori no início da noite.Se a maioria dos senadores votar pelo afastamento de Dilma, o vice Michel Temer (PMDB) assume a Presidência da República até o julgamento ser concluído no Congresso, o que pode levar, no máximo, 180 dias.
Justificativa
Em seu despacho de 20 páginas, Teori não acatou a tese defendida por Cardozo, de que Cunha cometeu “desvio de poder” ao aceitar o pedido de abertura do impeachment em dezembro do ano passado. Ele também afirmou que não cabe ao Supremo discutir o “mérito” da questão e defendeu que a palavra final sobre o afastamento de Dilma é do Senado.
De acordo com Teori, a tese defendida por Cardozo despreza a manifestação dos deputados em plenário, que aprovaram por maioria qualificada a admissibilidade do processo. “Considerados os limites de cognição judicial da matéria no âmbito de mandado de segurança, não há como atestar plausibilidade suficiente nas alegações de que o impulso conferido ao processo de impeachment pelo Presidente da Câmara dos Deputados tenha o condão de contaminar todos os demais crivos realizados no curso do processo pelos colegiados daquela instância”, afirmou.
“Não há como identificar, na miríade de manchetes instruídas com a inicial, um conjunto probatório capaz de demonstrar, de forma juridicamente incontestável, que aquelas iniciativas tenham ultrapassado os limites da oposição política, que é legítima, como o reconhece a própria impetração, para, de modo evidente, macular a validade do processo de impeachment”, escreve o ministro.
Teori também destacou que algumas investidas “possivelmente questionáveis” de Cunha foram neutralizadas por decisões do STF. Outras, no entanto, foram referendadas pelos próprios deputados de maneira qualificada. Segundo o ministro, a tese de Cardozo contra o então presidente da Câmara é inviável, já que foi referendada em “vontade conjugada de quase 370 parlamentares”.
“É preciso considerar que os atos do Presidente da Câmara, inclusive o de recebimento da denúncia contra a Presidente da República, foram subsequentemente referendados em diversas instâncias da Câmara dos Deputados, com votações de acolhimento numericamente expressivas, o que qualifica – e muito – a presunção de legitimidade do ato final de autorização de instauração do processo de impeachment”, afirma.
O ministro também leva em consideração que a competência de examinar o processo por crime de responsabilidade de Dilma não é competência do Poder Judiciário, e sim do Legislativo. “Sendo assim, não há base constitucional para qualquer intervenção do Poder Judiciário que, direta ou indiretamente, importe juízo de mérito sobre a ocorrência ou não dos fatos ou sobre a procedência ou não da acusação.”
A expectativa era de que a decisão liminar de Teori fosse divulgada antes do início da sessão no Senado, mas o despacho só foi disponibilizado quase três horas depois do início do debate dos senadores, o que foi visto como um sinal de que o ministro não estava disposto a interferir no andamento do processo.
Apesar da derrota, o governo já sinalizou que a batalha jurídica contra o impeachment ainda não terminou. Na terça, o advogado-geral da União afirmou que ainda há questões que podem ser levadas ao Supremo. Cardozo também não descartou a possibilidade de parlamentares da base aliada recorrerem à Corte Interamericana de Direitos Humanos para reverter o provável afastamento de Dilma.

Edmilson Moura

NO VATICANO PAPA REZA PELA HARMONIA E PAZ NO BRASIL



Papa diz ao Brasil: harmonia, paz, oração e diálogo na dificuldade. Papa pede oração e diálogo ao Brasil – AP.Cidade do Vaticano (RV) – Ao final da catequese desta quarta-feira, (11/05), o Papa fez uma saudação especial aos brasileiros, que vivem momentos políticos conturbados:
’Ao saudar vocês, peregrinos brasileiros, o meu pensamento vai à sua amada nação. Nesses dias em que nos preparamos para Pentecostes, peço ao Senhor que derrame abundantemente os dons do Espírito Santo para que, nesses momentos de dificuldade, o país caminhe pelas sendas da harmonia e da paz com a ajuda da oração e do diálogo. Que a proximidade de Nossa Senhora Aparecida – que como uma boa mãe jamais abandona seus filhos – seja defesa e guia no caminho”.
O Papa Francisco está informado e acompanha a situação política brasileira por meio dos bispos da CNBB. Ao final da Assembleia, realizada em Aparecida em abril, a entidade emitiu uma nota a respeito.
Na Audiência Geral da semana passada, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, teve a oportunidade defalar com o Pontífice sobre o tema. Dom Orani pedira ao Papa que rezasse pelo Brasil. Em resposta, Francisco disse que reza sempre pelo nosso país.
A crise também esteve na pauta da audiência privada que o Papa concedeu na terça-feira, (10/05), à atriz Letícia Sabatella e à juíza substituta do Tribunal de Justiça de São Paulo, Kenarik Boujikian.
O Senado brasileiro vota nesta quarta-feira o parecer pela admissibilidade do processo de impeachment que, se aprovado, afastará a Presidente Dilma Rousseff temporariamente por 180 dias.

A voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo

Edmilson Moura.

TIRIRICA TIRA BIGODE PARA NÃO PARECER COM WALDIR MARANHÃO



O deputado federal Tiririca (PR-SP) anunciou na redes sociais que decidiu raspar seu bigode "para não parecer com [o presidente interino da Câmara dos Deputados] Waldir Maranhão [PP-MA]", que no dia 09 de maio de 2016, que tentou anular a votação do impeachment na Casa.
"Eu achei que ele fez uma brincadeira muito séria com o país, uma brincadeira sem graça. Estavam me comparando com ele e não quero ser parecido com esse cidadão", afirmou o palhaço em vídeo.
Tiririca foi um dos 367 deputados que votaram a favor da admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, no dia 17 de abril. Nesta segunda, Maranhão acolheu um recurso da AGU (Advocacia-Geral da União), anunciando que aquela votação estava anulada e teria que ser refeita.
Depois de uma forte reação negativa à medida, que incluiu uma ameaça de expulsão de seu partido e uma "bronca" do presidente do Senado, Renan Calheiros, Maranhão voltou atrás. Aliados de Dilma, tentaram em vão convencê-lo a não desistir. Mesmo com o recuo, partidos da oposição continuam tentando destitui-lo da presidência interina da Câmara.

No giro da noticia.
Edmilson Moura.

O SENADOR DELCÍDIO DO AMARAL TEM MANDATO CASSADO NO SENADO



Com 74 votos a favor e nenhum contra, Senado cassa mandato de Delcídio e Delcídio não compareceu à sessão que definiu sua cassação no Senado.
Preso por tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato em novembro de 2015, o senador Delcídio do Amaral teve o mandato cassado nesta terça-feira dia 10 de maio de 2016 no Senado por quebra do decoro parlamentar. A cassação de Delcídio foi construída com 74 votos favoráveis, enquanto nenhum senador votou contra e um se absteve. A decisão do plenário da Casa vem cinco meses depois de PPS e Rede ingressarem com uma representação contra o agora ex-senador no Conselho de Ética do Senado, cujo relator, Telmário Mota (PDT-RR), recomendou a cassação em seu parecer.
Com a perda do mandato e sem foro privilegiado, o ex-líder do governo Dilma Rousseff fica inelegível por oito anos e terá o processo na Lava Jato remetido pelo relator no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Teori Zavascki, ao juiz federal Sergio Moro, que conduz os processos da operação em primeira instância em Curitiba.
Como Delcídio não compareceu à sessão que lhe cassou o mandato e não enviou advogado para representá-lo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), determinou que fosse nomeado um defensor dativo, e o advogado Danilo Aguiar assumiu a defesa do senador. Ele argumentou que a conduta do ex-petista não é suficiente pra perda de seu mandato e pediu para que se aguarde o envio do aditamento da denúncia contra Delcídio pela Procuradoria-Geral da República (PGR) "a fim de que a defesa tomasse conhecimento de fatos novos".
Delcídio do Amaral teve a prisão preventiva determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em "flagrante continuado" após aparecer em gravações feitas pelo filho do ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, Bernardo, negociando a compra do silêncio de Cerveró na Lava Jato em troca de pagamentos mensais de 50.000 reais à família.
No diálogo gravado e entregue à PGR, que também levou à prisão o banqueiro André Esteves, o advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, e o chefe de gabinete Diogo Ferreira, Delcídio afirma que ministros do STF poderiam ser influenciados em prol da soltura de Cerveró, promete influência do vice-presidente Michel Temer e Renan Calheiros, e chega a planejar um mirabolante plano de fuga do ex-diretor da petrolífera ao exterior.
"Nós temos que centrar fogo no STF agora, eu conversei com o Teori, conversei com o Toffoli, pedi pro Toffoli conversar com o Gilmar, o Michel conversou com o Gilmar também, porque o Michel tá muito preocupado com o Zelada, e eu vou conversar com o Gilmar também", maquinou o senador na conversa gravada.
Após 87 dias preso em Brasília, Delcídio do Amaral fechou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal,homologado em março por Teori Zavascki. Nos depoimentos à PGR, ele relatou ter agido em relação à família Cerveró sob ordens do ex-presidente Lula, interessado em blindar a si e ao amigo José Carlos Bumlai. Em entrevista a VEJA, Delcídio afirmou que "o Lula queria parecer solidário, mas estava mesmo era cuidando dos próprios interesses. Tanto que me pediu que eu procurasse e acalmasse o Nestor Cerveró, o José Carlos Bumlai e o Renato Duque".
Apesar da justificativa de Delcídio em seu acordo de colaboração, o relator Telmário Mota observa que "quando o senador se propõe a auxiliar na fuga de um criminoso e influir no escorreito trabalho de um tribunal, macula não só sua imagem, mas a do Senado". Para Mota, "não há dúvida de que Delcídio do Amaral abusou gravemente de suas prerrogativas constitucionais".
Depois de uma série de cinco atestados médicos apresentados para justificar ausências nas sessões do Conselho de Ética em que teria a oportunidade de se defender, Delcídio foi ouvido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, cujo papel era o de apenas analisar se o trâmite no Conselho de Éticaobedeceu à Constituição, e não discutir o mérito da denúncia.
De volta ao Senado pela primeira vez depois de ser preso, o ex-petista reiterou o conteúdo de sua delação premiada e afirmou que agiu "a mando" ao negociar a compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras. "Admito meu erro e peço perdão por isso", disse o ex-líder do governo, que argumenta não ter cometido faltas graves o bastante para perder o mandato. "Eu não roubei, não desviei dinheiro, não tenho conta no exterior. Estou sendo acusado de obstrução de Justiça", pontuou. Apesar de ter citado o ex-presidente Lula como o mandante da negociação, o senador não mencionou o petista em sua fala na CCJ.

Do UOL, em Brasília
Edmilson Moura.

TEORI JULGARÁ AÇÃO DO GOVERNO PARA BARRAR IMPEACHMENT




O ministro Teori Zavascki será o relator do mandado de segurança, impetrado dia (10) pela Advocacia-Geral da União no Supremo Tribunal Federal (STF), para que seja suspensa a validade da autorização concedida pela Câmara dos Deputados para abertura de processo de impeachment por crime de responsabilidade contra a presidente Dilma Rousseff. A escolha foi feita por sorteio.

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Dia 10 de maio de 2016, à tarde, o advogado-geral da União ingressou com o mandado de segurança sob o argumento de que o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou a denúncia contra Dilma em “desvio de finalidade”. Na terça-feira passada, o STF afastou Cunha do mandato de deputado federal e da Presidência da Câmara.
No documento protocolado no STF, Cardozo argumenta ainda que o afastamento do presidente da Câmara por decisão da unânime da Corte do país demonstra que os atos praticados por Cunha durante a tramitação do processo de impeachment foram “eivados de nulidade insanável”.
A AGU pede que sejam anulados todos os atos praticados por Cunha desde o recebimento da denúncia contra ele pelo STF, em março deste ano, até a autorização final do plenário da Câmara dos Deputados para abertura do processo de impeachment.

Agência Brasil

Edmilson Moura.

O GOVERNO INGRESSA COM AÇÃO NO STF PARA TENTAR ANULAR IMPEACHMENT



Advocacia-Geral da União (AGU) impetrou mandado de segurança. Senado faz sessão nesta quarta para decidir sobre afastamento de Dilma.
O governo ingressou terça-feira dia 10 de maio de 2016, por meio da Advocacia-Geral da União, com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar anular o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff que tramita no Congresso Nacional.
O ministro José Eduardo Cardozo, da AGU, concederá entrevista na tarde desta terça para explicar detalhes do mandado de segurança.


No Supremo, a decisão liminar (provisória) sobre o mandado de segurança caberá por sorteio a um dos ministros (à exceção do presidente Ricardo Lewandowski).
Como a sessão do Senado que decidirá sobre a abertura do processo de impeachment está marcada para esta quarta, a expectativa é que o Supremo se manifeste ainda nesta terça sobre o mandado de segurança.
No mandado de segurança, o governo aponta que Cunha aceitou o pedido de impeachment, em dezembro, em retaliação a Dilma e ao PT, por votarem a favor da abertura do processo de cassação do deputado no Conselho de Ética da Câmara.
“Tal imoral proceder consistia em equilibrar-se entre governo e oposição a fim de barganhar apoio para o não recebimento da representação oferecida perante o Conselho de Ética. Ao primeiro, oferecia o arquivamento das denúncias contra a Presidenta da República; à segunda, oferecia o contrário, o acolhimento de alguma delas”, afirma a peça.
A AGU diz que as “ameaças e chantagens” de Cunha não foram em vão junto ao governo. “No mesmo dia em que os deputados do PT integrantes do Conselho de Ética declararam voto pela abertura do processo administrativo contra o Presidente da Câmara, poucas horas depois, ele recebeu a denúncia por crime de responsabilidade contra a Presidenta da República. Era o fim do ‘leilão’”, diz outro trecho.
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As supostas chantagens de Cunha, continua a peça, não se limitaram ao acolhimento da denúncia contra Dilma.
Durante o processo na Câmara, diz a AGU, o deputado também teria orientado os autores do pedido a aditarem o documento para atender requisitos legais; convocou sessões às segundas e sextas para acelerar o trâmite; e autorizou líderes a orientarem a votação das bancadas.
A ação também ataca a escolha do relator do pedido na Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), classificada como “barganha imoral”, de modo que o relatório fosse contrário a Dilma. Em troca, diz a peça, Cunha apoiaria Arantes para lhe suceder no comando da Câmara.
“A intenção do presidente da Câmara dos Deputados, pelas circunstâncias, foi apenas uma: trazer óbices quase que intransponíveis à defesa da Presidenta da República, na medida em que o próprio conjunto de fatos denunciados se tomou ‘incerto’, fazendo com que parlamentares discutissem outros fatos que não aqueles que integram o objeto da denúncia”, aponta outro trecho.
O pedido do governo diz se basear em decisão do próprio STF que suspendeu o mandato de Cunha e o afastou da presidência da Câmara, na semana passada.
O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, disse em entrevista, que todo o procedimento da Câmara foi viciado por “desvio de poder”.
O acolhimento da denúncia e outros atos posteriores no trâmite do impeachment, argumentou, se enquadram nos motivos apontados por Janot para afastar o peemedebista.
Impeachment no Senado
Atualmente, o processo de impeachment está em análise no Senado. A expectativa é que os senadores decidam em plenário, nesta quarta, sobre a abertura do processo de impeachment e o consequente afastamento da presidente por até 180 dias. Se isso acontecer, o vice-presidente Michel Temer assume a Presidência no período.
Na madrugada desta terça, o presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA) recuou e decidiu revogara decisão que proferiu no dia anterior para tentar anular a sessão da Câmara que aprovou a abertura do processo de impeachment.
O ministro José Eduardo Cardozo admitiu ter conversado duas vezes com Maranhão para antes de o presidente interino da Câmara ter anunciado, na manhã de segunda, a decisão de anular a votação. 
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que não acataria a decisão de Waldir Maranhão e determinou a continuidade da tramitação do processo de impeachment. Depois disso, Maranhão revogou a decisão.
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No giro da noticia.
Edmilson Moura.

WALDIR MARANHÃO REVOGA ATO QUE ANULOU O IMPEACHMENT

 

O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), revogou na noite desta segunda-feira dia(9) decisão que ele mesmo havia proferido para anular o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em decisão surpreendente e sem fundamento jurídico, Maranhão havia acatado na manhã desta segunda recurso ingressado pela Advocacia-Geral da União (AGU) que pedia pela retomada da ação contra a presidente da República. A canetada do novo comandante da Câmara provocou imediata reação e foi criticada pela oposição, por juristas e pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) - que classificou a medida como "brincadeira com a democracia" e decidiu ignorar a determinação, dando seguimento ao impeachment.

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No giro da noticia.
Edmilson Moura,

OS PROTESTOS CONTRA O IMPEACHMENT DE DILMA INTERDITAM VIAS PELO PAÍS



Na imagem é em São Paulo, manifestantes interditam a Av. 23 de Maio e rodovia Hélio Smidt; e há relatos de atos que houve no Rio Grande do Sul.
Pois é uma série de protestos contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff interdita avenidas e rodovias pelo País, na manhã desta terça-feira, 10 de maio de 2016, véspera da votação da admissibilidade do afastamento da petista pelo Senado. Em São Paulo, os bloqueios provocaram congestionamentos em vários pontos no início da manhã do dia 10 de maio de 2016. Pelas redes sociais, movimentos ligados à Frente Brasil Popular convocam os manifestantes para protestarem contra "o golpe" e "em favor da democracia".
A Avenida 23 de Maio em São Pulo, importante via da capital paulista, foi bloqueada nos dois sentidos na altura do Terminal Bandeira, no Centro. Os manifestantes atearam fogo em madeira e pneus e liberaram a pista por volta das 8h30 do dia (10).


Houve também protesto na rodovia Hélio Smidt, que dá acesso ao Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos e na Marginal do Pinheiros. Os manifestantes também interditaram a Marginal do Tietê, perto da Ponte do Tatuapé, sentido Castelo Branco. Na rodovia Raposo Tavares, no sentido São Paulo, o protesto é de um grupo é formado por estudantes que reivindicam melhorias na merenda.
Pelas redes sociais, a Frente Brasil Popular, que reúne vários movimentos sociais, fez uma convocatória para que os manifestantes fossem às ruas. "Vai ter muita luta em defesa da democracia! O Brasil diz não contra o golpe!", diz uma mensagem postada no Facebook. A Central Única de Trabalhadores (CUT) também convoca atos em todo o País "em defesa da democracia, dos direitos trabalhistas sociais e humanos".
Interior paulista
Reivindicações salariais misturadas a protestos contra o processo de impeachment paralisaram o transporte coletivo em 11 cidades da região de Sorocaba, na manhã desta terça-feira (10). Em Sorocaba, os ônibus circularam das 4 às 6 horas e foram recolhidos às garagens. Milhares de pessoas não conseguiram chegar ao trabalho. Manifestações dos sindicatos dos motoristas e dos metalúrgicos, ligados à CUT, interromperam o trânsito nos principais corredores viários. Um dos protestos foi realizado em frente à prefeitura.
Em Tatuí e Itapetininga, o transporte urbano também foi paralisado. Nas três cidades, a previsão era de que o serviço fosse retomado entre 10 e 11 horas. O sindicatos alegam falta de atendimento às reivindicações salariais de motoristas e cobradores, mas também criticam a tentativa de afastamento da presidente Dilma. A greve se estendeu ao transporte urbano e intermunicipal de Votorantim, São Roque, Alumínio, Mairinque, Araçoiaba da Serra, Salto de Pirapora, São Miguel Arcanjo e Itapeva.
Rio Grande do Sul
Uma série de bloqueios atingiu rodovias federais e estaduais, principalmente na Região Metropolitana de Porto Alegre. A BR-116, em Sapucaia do Sul, a RS-040, em Viamão, a BR-290, em Eldorado do Sul, e a BR-386, em Nova Santa Rita, que dão acesso à capital gaúcha, foram bloqueadas por grupos contrários ao impeachment. Há relatos também de interrupções de estradas na serra gaúcha e na região sul do Estado.
As pistas da BR-116 e RS-040 já foram liberadas. Liberação também já registrada na BR-116, em Caxias do Sul, e na RS-453, em Farroupilha. De acordo com os organizadores dos protestos, o objetivo é denunciar o "golpe institucional, midiático e jurídico em curso contra a democracia brasileira".
Paraíba
Em João Pessoa, o bloqueio é no quilômetro 35 da BR-230. O trânsito está totalmente interditado para quem segue paras as cidades de Campina Grande, no interior paraibano, e Natal, no Rio Grande do Norte. Os protestos também são liderados pela Frente Brasil Popular, com grupos espalhados em vários pontos da cidade. Eles fecham também acesso a trens e a empresas de ônibus coletivo. Em Campina Grande, a interdição é na rotatória da BR-230 que dá acesso à cidade.
Rio Grande do Norte
Em Natal, o serviço de ônibus foi paralisado na região metropolitana durante a manhã. De acordo com a prefeitura da capital potiguar, táxis e ônibus fretados foram autorizados a fazer lotação durante a paralisação. Manifestantes também queimaram pneus no acesso ao campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), vizinho ao viaduto na BR-101.
Pernambuco
A Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fazem várias interdições no Estado, segundo a PRF. No interior, o trânsito está bloqueado nas dois sentidos das BRs 232, em Pesqueira, Agreste pernambucano, e na 101, em Goiana, na Zona da Mata. Já na Região Metropolitana do Recife, o protesto é no quilômetro 83 da BR-101, em Jaboatão dos Guararapes.
Bahia
Os manifestantes fecharam vários trechos de rodovias baianas. No quilômetro 523 da BR-324, em Feira de Santana, a via foi interditada no sentido Salvador. Na mesma rodovia, em Candeias, o proesto fechou uma pista no sentido Feira de Santana. Já em Itabuna, a interdição foi no quilômeto 508 da BR-101. Na capital baiana, movimentos sociais interditaram a Avenida Suburbana.
Mato Grosso do Sul
De acordo com a CUT, apesar da chuva que cai no estado, a BR-267 foi interditada no início da manhã./ LUCIANA AMARAL, JOSÉ ROBERTO GOMES, VITOR TAVARES, JOSÉ MARIA TOMAZELA, LUCAS AZEVEDO E JANAÍNA ARAÚJO, ESPECIAL PARA O ESTADO

No giro da noticia.
Edmilson Moura.

DENÚNCIA: Prefeito de São Luís Gonzaga do Maranhão foi obrigado pelo sócio a desocupar prédio, de antigo hospital, usado como depósito do Município



De acordo com denúncia do advogado Bismarck Salazar, a Prefeitura de São Luís Gonzaga do Maranhão foi obrigada a desocupar o prédio onde funcionou um hospital e que estava sendo usado pelo município como depósito. Segundo o advogado, o imóvel pertence ao prefeito José Emanuel Carvalho em sociedade com o empresário Antonio Alves Ribeiro (Antonio Coringa), que, por volta das 11 horas da manhã desta quinta-feira (5), esteve no local.

O empresário estaria revoltado em razão do prefeito usar o imóvel sem lhe comunicar e, muito menos, pagar aluguel.

Antonio Coringa teria determinado que o prédio do antigo hospital fosse desocupado, o que de fato, acabou aconteceu no começo da noite quando caminhões levaram todo o material para lugar incerto.

Bismarck Salazar afirma que as cadeiras odontológicas, carteiras escolares, bebedouros e outros objetos estariam enferrujando em decorrência da falta de uso. “Todo esse material foi encontrado no hospital do prefeito de São Luís Gonzaga, cadeira de dentista, bebedouro, carteira escolar, placas de sinalização se enferrujando, quando poderia ser utilizado pela comunidade”, disse.
A Prefeitura de São Luís Gonzaga não tem a prática de fazer esclarecimentos à imprensa, muito menos à população. 

DIA DAS MÃES



No segundo domingo de maio é o dia das mães, Entre todas as flores, você é a mais bela. Entre todos os risos, o teu é o mais alegre. Com o teu olhar meigo só dá vontade de te dizer uma coisa: você é simplesmente a mãe perfeita.

Admiro, admiramos você, pela sua luta, pela sua coragem, pela sua persistência e principalmente pelo grande amor que carrega em seu coração, te levando sempre em frente, não lhe permitindo desistir ou se cansar

E hoje, nesta data onde todas as mães recebem o reconhecimento e o agradecimento merecido também quero, queremos te parabenizar pelo seu dia: O dia das mães.

Pois eu sei, sabemos, mais do que ninguém do seu esforço e também do seu mérito.
Que Deus, possa abençoar a todas as mães do universo principalmente aquelas, que como você lutam incansavelmente para a felicidade dos seus
para que assim na terra como no céu possa fortalecer cada vez mais o seu amor.


PARABÉNS.
Do: REBELDE SOLITÁRIO

Aniversariante do dia.



O parceiro e colaborador do blog Rebelde Solitário Edmílson Moura, residente em Bacabal hoje 7 de maio faz mais um aniversario, e por esse motivo,  seu amigo Wilson F Leite e família lhe parabeniza e desejamos que esta data se repita inúmeras vezes com saúde, e que o criador abençoe sua família.     

MINISTRO DO STF AFASTA EDUARDO CUNHA DA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA



Oficial de Justiça foi à residência do presidente da Câmara na manhã do dia 05 de maio de 2016. Decisão liminar acolheu pedido da Procuradoria-Geral da República. PGR.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato, determinou o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do mandato de deputado federal e, consequentemente, da presidência da Casa. A decisão de Teori é liminar (provisória).
Um oficial de Justiça foi à residência oficial do presidente da Câmara logo no início da manhã para entregar a notificação para Cunha.
O ministro Teori concedeu a liminar em ação pedida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em dezembro, que argumentou que Cunha estava atrapalhando as investigações da Lava Jato, na qual o deputado é réu em uma ação e investigado em vários procedimentos. Para a tarde desta quinta, está marcada uma sessão no plenário do STF para discutir outra ação sobre Cunha, apresentada pela Rede. O partido pede que Cunha seja afastado da presidência da Câmara.
Segundo o ministro, a medida visa neutralizar os riscos apontados por Janot no pedido de afastamento de Cunha. Quem assume a presidência da Câmara agora é o deputado Waldir Maranhão (PP-MA), vice-presidente da Casa e aliado de Cunha.
Apesar da suspensão do mandato, Cunha mantém os direitos de parlamentar, como o foro privilegiado. Teori destacou que a Constituição assegura ao Congresso Nacional a decisão sobre a perda definitiva do cargo de um parlamentar, mesmo que ele tenha sido condenado pela Justiça sem mais direito a recursos.


Procurado pelo G1, Eduardo Cunha ainda não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem. .A assessoria de imprensa da Presidência da Câmara informou que ele recebeu a notificação.
Ao pedir o afastamento de Cunha, em dezembro, o procurador-geral apontou  motivos para afirmar que o deputado usou o cargo para "destruir provas, pressionar testemunhas, intimidar vítimas ou obstruir as investigações de qualquer modo".
Em seu despacho, Teori explica que a decisão foi tomada quase cinco meses após o pedido porque foi preciso colher a defesa de Cunha. Ponderou, no entanto, que a medida não significa um “juízo de culpa” nem como “veredicto de condenação”.
Ao final da decisão, diz que, embora o afastamento não esteja previsto especificamente na Constituição, se faz necessário neste caso específico.
“Decide-se aqui uma situação extraordinária, excepcional e, por isso, pontual e individualizada”, escreveu o ministro. Ele destacou ainda que o "imponderável legitima avanços civilizatórios" endossados pela  Justiça.
“Mesmo que não haja previsão específica, com assento constitucional, a respeito do afastamento, pela jurisdição criminal, de parlamentares do exercício de seu mandato, ou a imposição de afastamento do Presidente da Câmara dos Deputados quando o seu ocupante venha a ser processado criminalmente, está demonstrado que, no caso, ambas se fazem claramente devidas. A medida postulada é, portanto, necessária, adequada e suficiente para neutralizar os riscos descritos pelo Procurador-Geral da República”, escreveu o ministro.
Pedido de Janot
Veja quais foram os pontos listados por Janot para afastamento de Cunha:
1- Eduardo Cunha fez uso de requerimentos para pressionar pagamento de propina do empresário Júlio Camargo e o grupo Mitsui. Já havia casos de requerimento para pressionar dirigentes de empresas de petróleo
2 - Eduardo Cunha estava por trás de requerimentos e convocações feitas a fim de pressionar donos do grupo Schahin com apoio do doleiro Lúcio Funaro. Depoimentos de Salim Schahin confirmam isso. Lúcio Funaro pagou parte de carros em nome da empresa C3 Produções Artísticas, que pertence à família de Cunha
3 - Eduardo Cunha atuou para convocar a advogada Beatriz Catta Preta na CPI da Petrobras para “intimidar quem ousou contrariar seus interesses”
4 - Eduardo Cunha atuou para contratação da empresa de espionagem Kroll pela CPI da Petrobras, “empresa de investigação financeira com atuação controvertida no Brasil"
5 - Eduardo Cunha usou a CPI para convocação de parentes de Alberto Youssef, como forma de pressão
6 - Eduardo Cunha abusou do poder com a finalidade de mudar a lei impedir que um delator corrija o depoimento
7 - Eduardo Cunha mostrou que retalia quem o contraria com a demissão do diretor de informática da Câmara, Luiz Eira
8 - Eduardo Cunha usou cargo de deputado para receber vantagens indevidas para aprovar parte de medida provisória de interesse do banco BTG
9 - Eduardo Cunha fez "manobras espúrias" para evitar investigação na Câmara com obstrução da pauta com intuito de se beneficiar
10 - Eduardo Cunha fez ameaças ao deputado Fausto Pinato (PRB-SP), ex-relator do processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara
11 - Eduardo Cunha teria voltado a reiterar ameaças a Fausto Pinato
OAB
Em nota, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia, disse que a entidade "comemora a decisão liminar concedida pelo ministro Teori Zavaski".
"O Pleno da OAB (instância máxima de decisão da entidade, formada por 81 conselheiros, recomenda o afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara desde fevereiro por entender que o deputado usa o cargo para atrapalhar o trabalho dos órgãos e instituições incumbidos de investigá-lo. O afastamento determinado pelo ministro Teori Zavascki contribui para o bom e correto funcionamento dessas instituições", afirmou Lamachia na nota.

Da TV Globo e do G1, em Brasília
No giro da noticia.
Edmilson Moura.

SENADORANASTASIA(PSDB-MG) DÁ PARECER FAVORÁVEL AO IMPEACHMENT DE DILMA; LEIA ÍNTEGRA



BRASÍLIA - O relator do processo de impeachment no Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), pede em seu parecer, apresentado nesta quarta-feira dia 4 de maio, que seja feita a admissibilidade do processo contra a presidente Dilma Rousseff. O documento está disponível no site do Senado.
"Em face do exposto, a denúncia apresenta os requisitos formais exigidos pela legislação de vigência, especialmente pela Constituição Federal, para o seu recebimento. O voto é pela admissibilidade da denúncia, com a consequente instauração do processo de impeachment, a abertura de prazo para a denunciada responder à acusação e o início da fase instrutória", escreveu Anastasia ao fim do relatório, onde revela o seu voto. 
Entre as diferentes denúncias do pedido dos juristas Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal, Anastasia considerou "fatos criminosos" a abertura de créditos suplementares sem autorização do Congresso e a contratação ilegal de operações de crédito com instituição financeira controlada pela União. De acordo com o texto do relator, há indícios suficientes de autoria e materialidade para que a presidente responda ao processo de impeachment.
Novas acusações. O relatório se limita às tipificações de crime que foram autorizadas pela Câmara, em relatório escrito por Jovair Arantes (PDT-GO). Entretanto, Anastasia considera que, após instauração do processo, novos fatos podem ser aditados.
"Uma vez (e se) instaurado o processo, a denunciada deverá se defender dos fatos narrados, e não da tipificação jurídica proposta na denúncia e aceita pela Câmara dos Deputados", escreveu ele, ponderando que os julgadores - no caso, os senadores - podem alterar a tipificação de crime e propor uma classificação jurídica diferente.
Até as vésperas da entrega do relatório, Anastasia sofreu pressão dos próprios colegas do PSDB para inserir em seu relatório denúncias relacionadas à Lava Jato. Em uma estratégia de manter um relatório técnico, o tucano preferiu não inserir em seu parecer qualquer menção à investigação da Polícia Federal.
Entretanto, com o entendimento de que é possível que, ao longo da fase de instrução probatória, outros fatos sejam incluídos no processo, Anastasia abre espaço para que a oposição abra novas acusações contra a presidente.
Crítica. O senador também aproveitou o relatório para criticar a presidente Dilma por chamar o processo de golpe. "Cabe refutar as insistentes e irresponsáveis alegações, por parte da denunciada, de que este processo de impeachment configuraria um "golpe".
Em primeiro lugar, nunca se viu golpe com direito a ampla defesa, contraditório, com reuniões às claras, transmitidas ao vivo, com direito à fala por membros de todos os matizes políticos, e com procedimento ditado pela Constituição e pelo Supremo Tribunal Federal (STF)."

Do: Estadão
Edmilson Moura.

SENADO FEDERAL "URNAS ELETRÔNICAS" NO IMPEACHMENT!!



Votos dos senadores serão abertos, mas por meio do painel eletrônico Iniciativa tenta evitar repetição de homenagens feitas na Câmara. Se o Senado aprovar o afastamento, Dilma deverá sair em 12.maio.
A votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff, marcada para o próximo dia 11.maio (4ª), ocorrerá com todos os 81 senadores apertando o botão praticamente ao mesmo tempo para decidir se a presidente será ou não afastada.
Se depender do presidente do Senado, Renan Calheiros, não haverá a repetição do sistema de chamada nominal, adotado na Câmara dos Deputados, com cada 1 congressistas indo ao microfone para dar o seu voto e, na maioria dos casos, fazendo um discurso em homenagem à família, aos amigos e aos eleitores. Essa decisão ainda pode ser contestada.
Caso prevaleça, a votação por meio do painel eletrônico não tornará necessariamente o procedimento rápido. Antes dos apertos dos botões, cada 1 dos senadores terá o direito de se inscrever para falar por 15 minutos. Assim, se 60 dos 81 senadores usarem esse direito, serão 900 minutos –ou seja, 15 horas, sem considerar as interrupções e discussões sobre os procedimentos.
Depois de todos os senadores inscritos falarem, os líderes partidários ainda poderão encaminhar a votação de suas bancadas, dizendo se são a favor, contra ou se liberam o voto. A expectativa é que o final da sessão se dê na madrugada de 12.mai (5ª).
AFASTAMENTO DE DILMA No caso de aprovação da admissibilidade do impeachment, como a sessão provavelmente se estenderá até a madrugada, a data mais provável para a saída da presidente é 12.mai.2016 (5ª feira da semana que vem).
A notificação a Dilma detalhará o resultado da votação do Senado. Se a decisão for a favor do processo, Dilma será comunicada oficialmente sobre o período de até 180 dias de afastamento. Terá de assinar o documento e, se estiver na sede do governo, terá de deixar o Planalto imediatamente.
A presidente pode tornar as coisas mais fáceis e menos constrangedoras se receber o documento no Alvorada –mas tudo indica, segundo a petista tem dito a assessores, que ela vai receber a notificação no Planalto.
Se afastada, Dilma ainda será presidente, mas não poderá cumprir suas funções. Já se sabe que ela poderá usar o Alvorada como residência durante o período de afastamento e até o julgamento final pelo Senado. Mas todos os direitos da presidente estarão detalhados no documento de notificação do impeachment.
Como Dilma estará afastada da função e sem poderes administrativos, Renan Calheiros espera pactuar todos os detalhes do período de afastamento com Michel Temer, que assumirá o cargo no caso de ser admitido o processo.

Edmilson Moura.

AS DÚVIDAS SOBRE A "RENÚNCIA" DE DILMA



Depois da notícia de ontem, no Jornal "O Globo", dando conta de que na próxima sexta-feira, dia 5 de maio, a presidente da república pode renunciar, o assunto não sai mais das redes sociais. Alguns analistas, por sinal muito bons, continuam levando a hipótese extremamente a sério. 

Sigo dizendo que seria, para mim, a maior surpresa política de toda minha vida. Não espero que Dilma renuncie. Não espero que o faça nem mesmo sob mando de Lula e do plano de convocar eleições em outubro. Jamais, em toda história do movimento revolucionário, se ouviu falar num líder que renunciasse ao Governo e concluo, pois, que: ou estou certo e não vai haver renúncia; ou vai - mas aí a ordem será do próprio Foro de São Paulo que, numa relação "risco benefício", abre mão da máquina administrativa e parte para o "confronto total" até mesmo, se necessário for, na clandestinidade. 

Leio e releio, cada vez com mais interesse, tudo aquilo que me pode ajudar a esclarecer a diferença entre Governo e Poder. Já disse que só estamos tirando o PT do Governo; não do Poder. Tal distinção é fundamental mas não pode nos levar a subestimar a importância dos cargos, das verbas, do aparato repressivo...Enfim: daquilo que a própria esquerda, fanática por Louis Althusser, denomina pejorativamente de "aparelhos" do Estado e muito menos nos autoriza a confiar cegamente numa "estratégia das tesouras" em que um consenso se formaria dentro da Organização Criminosa Petista cedendo espaço à social democracia tucana.

Renunciando, Dilma escapa da divulgação pública dos seus inúmeros crimes de responsabilidade, mas aproxima-se da prisão decretada pelo juiz Sérgio Moro uma vez que perde suas prerrogativas de foro privilegiado. 

Dúvida não tenho de que a renúncia é o melhor caminho. Questionamentos não carrego sobre ser esta a solução menos traumática para um país arrasado, para uma economia liquidada, para um Brasil caótico....Desejo, no fundo, que possa eu mesmo estar errado, mas lembro que não há, em toda história, tirano algum que tenha renunciado sem preservar um mínimo...uma parcela ínfima de dignidade pessoal, de amor a própria biografia...de um resquício de civilidade, de percepção da diferença entre si mesmo e a coisa pública.

Dilma Rousseff demonstrações já deu de não possuir nada na sua personalidade que nos possa remeter a estes conceitos e, logo, não deve renunciar. Sua vida é a "revolução", é o delírio mais profundo nos seus momentos de solidão que lhe remete ao cárcere, à tortura, ao Brasil dos anos 70...à "ditadura" que ela não quer e nem pode esquecer...muito menos "renunciar" à lembrança que no fundo sempre foi dela mesma..

3 de maio de 2016.  

Por: Milton Pires

Edmilson Moura.