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A JUÍZA MANDA PARA MORO DENÚNCIA E PEDIDO DE PRISÃO DE LULA



Justiça de SP encaminha denúncia contra Lula para Sérgio Moro julgar. Juiz da Lava Jato decidirá sobre pedido de prisão de Lula pelo MP-SP. Magistrada de SP diz que crimes denunciados são de âmbito federal.
A Justiça de São Paulo encaminhou a denúncia do Ministério Público do estado contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Justiça Federal de Curitiba, mais precisamente para as mãos do juiz Sérgio Moro, informou a assessoria do Tribunal de Justiça (TJ) no dia 14 de março de 2016.
A denúncia contra Lula e mais 15 pessoas pede a prisão preventiva do ex-presidente, que será analisada agora pelo juiz da Lava Jato na primeira instância.
A juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga de Oliveira entendeu que:
– os crimes denunciados são federais, e não estaduais;
– já há uma investigação em curso sobre esses crimes na Justiça Federal;
– toda a denúncia vai para a análise do juiz Sérgio Moro, incluindo as denúncias contra outras 15 pessoas, entre elas a ex-primeira-dama Marisa Letícia e o filho de Lula, 
Fábio Luís Lula da Silva, além do pedido de prisão de Lula e mais seis envolvidos;
– caso Moro entenda que a denúncia é de âmbito estadual, ele pode desmembrar o processo e devolver o que achar pertinente;
– o caso deixa de estar em segredo de Justiça em São Paulo.
Os advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins afirmam que:
- Lula e seus familiares não são proprietários do triplex do Edifício Solaris, em 
Guarujáx (SP);
- Não há qualquer elemento que possa vincular o triplex ou a suposta reforma no imóvel a 'desvios da Petrobrás';
- Mesmo que fosse possível cogitar-se de qualquer vínculo com “desvios da Petrobras”, isso não deslocaria o caso para a competência da Justiça Federal;
- O imóvel está localizado no Estado de São Paulo e nenhum ato foi praticado no Paraná (leia a íntegra da nota ao final dessa reportagem).
Os promotores do MP-SP também consideram que os crimes denunciados são de competência estadual e vão analisar a possibilidade de entrar com recurso contra a decisão da juíza.


Com a decisão da juíza, a denúncia e o pedido de prisão contra Lula agora serão encaminhadas da 4ª Vara Criminal da Justiça de São Paulo para a 13ª Vara Federal de Curitiba, onde Moro atua.
A assessoria da Justiça Federal do Paraná informa que o processo ainda não chegou ao Paraná e que não tem data para que isso ocorra. Que, no momento em que chegar ao juiz Sérgio Moro, a praxe é ele abrir vista para o MPF se posicionar sobre o caso.
A juíza argumenta na decisão que os crimes denunciados pelo MP-SP têm caracteristicas de esfera federal e já são objetos de apuração da Justiça Federal.
A magistrada diz que “o pretendido nestes autos, no que tange às acusações de prática de delitos chamados de ‘lavagem de dinheiro’, é trazer para o âmbito estadual algo que já é objeto de apuração e processamento pelo Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR) e pelo MPF, pelo que é inegável a conexão, com interesse probatório entre ambas as demandas, havendo vínculo dos delitos por sua estreita relação”.
“Como consequência lógica pela declinação da competência, absoluta, deixo de analisar os pedidos de cautelares formulados na denúncia, bem como o pedido de prisão preventiva, entendendo que não há urgência que justifique a análise por este Juízo, até porque os requerimentos já foram todos divulgados publicamente pelo próprio MP-SP, sendo de conhecimento inclusive dos indiciados”, escreveu a juíza.
'Prejuízo à União'
Segundo a juíza, a denúncia do MP-SP não narra a origem do suposto favorecimento de Lula, Marisa Letícia e do filho Fábio por empreiteiras, mas a Lava Jato, sim. “[...] Não houve demonstração, nem mesmo menção na peça acusatória inicial, de que o ex-presidente tinha ciência dos estelionatos perpetrados pelos denunciados no chamado ‘Núcleo Bancoop’ pelos promotores denunciantes e que daí decorreria a lavagem de dinheiro”, afirmou a juíza Maria Priscilla na decisão.

Para a magistrada, está “demonstrado” que a suspeita é de que houve “prejuízo à União”.

Ainda de acordo com a magistrada, mesmo que se conclua que as benesses sejam decorrentes do esquema na Bancoop, a competência é da Justiça Federal. Isso porque a falsidade ideológica atribuída a Lula se deve por declaração falsa ao Fisco Federal, sendo este crime absorvido pelo delito de ordem tributária, que é de competência federal.
“Considerando que a declaração falsa foi prestada à Receita Federal, na declaração anual de imposto de renda, a competência para processamento é da Justiça Federal”, concluiu.

A juíza declinou de sua competência absoluta do caso, por isso, não vai analisar os pedidos de cautelares e prisão preventiva, “entendendo que não há urgência que justifique a análise”. Ela também decretou o fim do sigilo sobre o processo em São Paulo.
'Ainda bem que é o Moro', diz promotor
Os promotores Cassio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo, que fizeram a denúncia contra Lula e mais 15 pessoas à Justiça de São Paulo, estão reunidos na tarde desta segunda-feira no Ministério Público de São Paulo.
"Agora vamos nos reunir para saber o que vamos fazer", disse Blat ao G1. "Mais tarde a gente vai falar por meio de nota. Agora tem outro juiz no meio. Ainda bem que é o Moro. Ela [a juíza] levou tudo embora. Vamos avaliar o recurso direitinho."
Denúncia
O ex-presidente, a mulher dele, Marisa Letícia, e o filho foram denunciados pelo Ministério Público Estadual na quarta-feira (9) junto com outras 13 pessoas. O inquérito, que corre em São Paulo, não tem relação com as investigações da Operação Lava Jato.
ex-presidente foi denunciado pelos promotores por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro – por supostamente ter ocultado a propriedade de um triplex em Guarujá. Marisa Letícia foi denunciada por lavagem de dinheiro. O filho deles, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi denunciado por participação em lavagem de dinheiro.
Na quinta-feira (10), ao detalharem a denúncia em entrevista coletiva, os promotores Cassio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo afirmaram que, no entendimento do MP-SP, os crimes denunciados são de esfera estadual.
As outras 13 pessoas foram denunciadas pelos crimes de estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Entre elas estão: o ex-tesoureiro do PT e ex-presidente da BancoopJoão Vaccari Neto e o ex-presidente da construtora OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro.
Leia a íntegra da nota a defesa de Lula
"A decisão proferida nesta data (14/03/2016) pela Juíza MARIA PRISCILLA ERNANDES VEIGA OLIVEIRA, da 4ª. Vara Criminal de São Paulo, declinando a competência para a 13ª. Vara Federal de Curitiba (PR), será impugnada pelos advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus familiares por meio de  recurso dirigido ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Os fundamentos utilizados pela Juíza foram os seguintes:
(a) “não houve demonstração, nem mesmo menção na peça acusatória inicial, de que o ex-Presidente tinha ciência dos estelionatos perpetrados pelos denunciados no chamado ‘Núcleo Bancoopx’ pelos promotores denunciantes e que daí decorreria a lavagem de dinheiro”;
(b) “nos processos da ‘Operação Lava Jato’ são investigadas tanto a cessão do triplex no Guarujá ao ex-Presidente e sua família, como as reformas de tal imóvel”;
(c) “a suspeita de acordo com o MPF nos processos daquela operação, é que tal benesse derive dos supostos benefícios obtidos pelas empreiteiras no esquema que vitimou a Petrobrás, que é da competência do Juízo da 13ª. Vara Federal de Curitiba/PR”.
A realidade, todavia, é que:
(a) o ex-Presidente Lula e seus familiares não são proprietários e não têm qualquer relação com o triplex do Edifício Solaris, do Guarujá (SP);
(b) os depoimentos opinativos colhidos pelos três promotores de justiça do Ministério Público de São Paulo que assinaram a denúncia contra o ex-Presidente Lula e seus familiares não podem se sobrepor ao título de propriedade, que goza de fé pública, e indica a empresa OAS como proprietária do imóvel;
(c) não há qualquer elemento concreto que possa vincular o triplex ou a suposta reforma realizada nesse imóvel a “desvios da Petrobras”, como afirma a decisão; o que existe é imputação de uma hipótese, insuficiente para motivar uma acusação criminal;
(d) mesmo que fosse possível cogitar-se de qualquer vínculo com “desvios da Petrobras”, isso não deslocaria o caso para a competência da Justiça Federal; a Petrobras é sociedade de economia mista e há posição pacífica dos Tribunais de que nessa hipótese a competência é da justiça estadual;
(e) mesmo que fosse possível cogitar-se, por absurdo, de qualquer tema da competência da Justiça Federal, não seria do Paraná (PR), pois o imóvel está localizado no Estado de São Paulo (SP) e nenhum ato foi praticado naquele outro Estado.
Assim, a competência para analisar o caso é da Justiça Estadual de São Paulo e não da 13ª. Vara Federal do Paraná, o que deverá ser reconhecido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, no julgamento do recurso que será interposto pelos advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus familiares.
Além disso, os advogados do ex-Presidente Lula também confiam que o Supremo Tribunal Federal irá decidir pela atribuição do Ministério Público do Estado de São Paulo, através de um promotor natural,  escolhido por livre distribuição, para conduzir o caso, conforme recurso já interposto na ACO 2.833/SP.
Com essas medidas, a defesa do ex-Presidente Lula busca que os fatos sejam analisados pelas instâncias corretas, de acordo com a Constituição Federal e a Lei. Não se pretende evitar qualquer investigação. Ao contrário, o que se busca é evitar que alguns vícios evidentes no processo venham a motivar, no futuro, a sua nulidade, como já ocorreu em outros casos de grande repercussão.
Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins"
tópicos:

Do G1 São Paulo
Edmilson Moura.

A PRESIDENTE DILMA SE REÚNIUCOM MINISTROS PARA ANALISAR IMPACTO DAS MANIFESTAÇÕES





Após as manifestações popular no país, a presidente Dilma Rousseff, pressionada para deixar o cargo, Dilma comandou uma reunião no dia 14 de março de 2016, de coordenação política para tentar traçar uma estratégia de resposta aos protestos.
Participaram do encontro os ministros José Eduardo Cardozo (Advocacia-Geral da União); Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo); Edinho Silva (Comunicação Social); Jaques Wagner (Casa Civil); Gilberto Kassab (Cidades); André Figueiredo (Comunicações); Antônio Carlos Rodrigues (Transportes); Marcelo Castro (Saúde) e Carlos Vieira, ministro interino da Integração Nacional. Além deles, estarão presentes os líderes do governo na Câmara, José Guimarães, e o Congresso Nacional, José Pimentel.
Leia mais:
Pois foi domingo dia 13 de março de 2016, milhões de brasileiros e brasileiras foram às ruas, em pelo menos 239 cidades nas cinco regiões, pedir a saída da petista Dilma Rousseff da Presidência da República. Os protestos também tiveram como alvo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fundador e principal líder do PT.
Os manifestantes se dividiram entre o apoio ao impeachment de Dilma, em tramitação na Câmara dos Deputados, a cassação do mandato pela Justiça, sob análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e a pressão pela renúncia da petista do cargo que ela ocupa desde janeiro de 2011 e para o qual foi reeleita em 2014, com 51,64% dos votos no segundo turno.
Após a reunião de coordenação, Dilma vai encontrar a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, que é do PMDB. O partido, maior base de sustentação do governo, realizou convenção nacional no sábado dia 12 de março de 2016, onde o Ex. Presidente José Sarney foi vaiado, mais sabe se isso não é um primeiro sinal de rompimento com o governo Dilma, aprovou uma moção que impede que membros do partido assumam novos cargos no governo pelos próximos trinta dias. A proibição vale até o diretório nacional tomar uma decisão definitiva sobre o desembarque ou não da gestão da petista.
Com isso, o deputado Mauro Lopes (MG) fica impedido de assumir a Secretaria de Aviação Civil nesta semana. O ministério havia sido prometido ao PMDB de Minas Gerais em troca do apoio à recondução do Leonardo Picciani (RJ), aliado do governo Dilma, à liderança do partido na Câmara.

(Com Estadão Conteúdo)
Edmilson Moura.

A PRESIDENTE DILMA PEDE DIÁLOGO COM O CONGRESSO PARA CONTER IMPEACHMENT, DIZ LÍDER



Após as manifestações popular no país, a presidente Dilma Rousseff, pressionada para deixar o cargo, Dilma comandou uma reunião no dia 14 de março de 2016, de coordenação política para tentar traçar uma estratégia de resposta aos protestos.
Participaram do encontro os ministros José Eduardo Cardozo (Advocacia-Geral da União); Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo); Edinho Silva (Comunicação Social); Jaques Wagner (Casa Civil); Gilberto Kassab (Cidades); André Figueiredo (Comunicações); Antônio Carlos Rodrigues (Transportes); Marcelo Castro (Saúde) e Carlos Vieira, ministro interino da Integração Nacional. Além deles, estarão presentes os líderes do governo na Câmara, José Guimarães, e o Congresso Nacional, José Pimentel.
Leia mais:
Pois foi domingo dia 13 de março de 2016, milhões de brasileiros e brasileiras foram às ruas, em pelo menos 239 cidades nas cinco regiões, pedir a saída da petista Dilma Rousseff da Presidência da República. Os protestos também tiveram como alvo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fundador e principal líder do PT.
Os manifestantes se dividiram entre o apoio ao impeachment de Dilma, em tramitação na Câmara dos Deputados, a cassação do mandato pela Justiça, sob análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e a pressão pela renúncia da petista do cargo que ela ocupa desde janeiro de 2011 e para o qual foi reeleita em 2014, com 51,64% dos votos no segundo turno.
Após a reunião de coordenação, Dilma vai encontrar a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, que é do PMDB. O partido, maior base de sustentação do governo, realizou convenção nacional no sábado dia 12 de março de 2016, onde o Ex. Presidente José Sarney foi vaiado, mais sabe se isso não é um primeiro sinal de rompimento com o governo Dilma, aprovou uma moção que impede que membros do partido assumam novos cargos no governo pelos próximos trinta dias. A proibição vale até o diretório nacional tomar uma decisão definitiva sobre o desembarque ou não da gestão da petista.
Com isso, o deputado Mauro Lopes (MG) fica impedido de assumir a Secretaria de Aviação Civil nesta semana. O ministério havia sido prometido ao PMDB de Minas Gerais em troca do apoio à recondução do Leonardo Picciani (RJ), aliado do governo Dilma, à liderança do partido na Câmara.

(Com Estadão Conteúdo)
Edmilson Moura.


O PEDIDO PRECIPITADO DE PRISÃO DÁ A LULA ARGUMENTOS PARA SE DIZER PERSEGUIDO



Ministério Público do Estado de São Paulo pediu a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outras seis pessoas. Os promotores Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Moraes de Araújo apresentaram no dia 09 de março de 2016 denúncia contra Lula alegando que o ex-presidente cometeu crimes de lavagem de dinheiro – na modalidade ocultação de patrimônio – e falsidade ideológica sobre o apartamento triplex, em Guarujá (SP). Os promotores detalharam a denúncia.
Os promotores pedem a prisão preventiva também de:  José Adelmário Pinheiro, Leó Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS; Fábio Hori Yonamine e Roberto Moreira Ferreira, executivos da OAS; ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso na Operação Lava Jato; Ana Maria Érnica, ex-diretora da Bancoop; e Vagner de Castro, ex-presidente da Bancoop. A Justiça ainda deve decidir se aceita o pedido e a denúncia apresentada ontem. Não há data para essa avaliação.
Na denúncia, Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Moraes de Araújo afirmam que existem “exaustivos argumentos” contra os acusados. No pedido encaminhado à 5ª Vara Criminal de São Paulo, os promotores ressaltam que a prisão preventiva poderá ser decretada “quando houver prova da existência de crime e indício suficiente de autoria”. “A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria”, diz o documento.
“O denunciado Luiz Inácio Lula da Silva atentou contra a ordem pública ao desrespeitar as instituições que compõem o Sistema de Justiça, especialmente a partir do momento em que as investigações do Ministério Público do Estado de São Paulo e da Operação Lava Jato se voltaram contra ele. Do alto de sua condição de ex-autoridade máxima do país, o denunciado Luiz Inácio Lula da Silva jamais poderia inflamar a população a se voltar contra investigações criminais a cargo do Ministério Público, da polícia, tampouco contra decisões do Poder Judiciário”, diz o documento.
Os promotores acrescentam que “valendo-se de sua rede político-partidária o denunciado Luiz Inácio Lula da Silva sempre buscou manobras para evitar que a investigação criminal do Ministério Público não avançasse”, citando o episódio quando o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) fez uma representação contra o promotor Cássio Conserino no Conselho Nacional do Ministério Público, que acabou por suspender o depoimento que o ex-presidente Lula e sua mulher Marisa Letícia dariam, em fevereiro, à Justiça em São Paulo,  e o pronunciamento de Lula feito, na sede do PT em São Paulo, após ter sido conduzido coercitivamente para depor à Polícia Federal, no âmbito da 24ª fase da Operação Lava Jato.
No dia 10 de março de 2016, os promotores detalharam a denúncia relativa à investigação sobre o apartamento triplex, em Guarujá (SP), que seria destinado, segundo o MP-SP, pela construtora OAS a Lula e a família dele. Durante a entrevista à imprensa, Conserino recusou-se a falar se teria sido solicitado a prisão do ex-presidente. “Só vamos falar sobre os fatos”, disse o promotor.
Segundo Conserino, aproximadamente duas dezenas de pessoas relataram que o imóvel no Condomínio Solaris era destinado ao ex-presidente Lula. “Dentre essas pessoas figuravam funcionários do prédio, o zelador do prédio, a porteira do prédio, moradores do prédio, funcionário da OAS, ex-funcionário da OAS, o proprietário da empresa que fez a reforma naquele imóvel nos relatos que fez uma reunião para apresentar parte da reforma efetuada, com a presença da ex-primeira dama e de seu filho, além do senhor Léo Pinheiro”, disse o promotor Cassio Conserino.
Instituto Lula
Em nota, o Instituto Lula voltou a negar que o ex-presidente seja dono do apartamento triplex, alvo das investigações, e diz que o procurador Cássio Conserino usa a investigação para fins políticos. “Cássio Conserino, que não é o promotor natural deste caso, possui documentos que provam que o ex-presidente Lula não é proprietário nem de triplex no Guarujá nem de sítio em Atibaia, e tampouco cometeu qualquer ilegalidade. Mesmo assim, solicita medida cautelar contra o ex-presidente em mais uma triste tentativa de usar seu cargo para fins políticos”.

No Giro da Noticia.
Edmilson Moura.

O PROTESTO EM SÃO PAULO SUPERA DIRETAS JÁ



Protesto deste domingo dia 13 de março de 2016 em São Paulo é maior que as Diretas Já, aponta Datafolha. Organizadores do evento falam em 2 milhões de pessoas, mas ainda não há estimativa oficial da Polícia Militar?

O Datafolha divulgou na tarde deste domingo dia(13) que o protesto contra a presidente Dilma Rousseff em São Paulo é o maior ato registrado na cidade, superando a manifestação pelas Diretas Já em 1984. De acordo com o instituto, cerca de 450 mil pessoas estiveram na Avenida Paulista às 16h. O ato da década de 1980 reuniu 400 mil.

Até às 18h, a Polícia Militar não havia estimado o número de manifestantes, mas por causa do excesso de pessoas, restringiu o acesso à Avenida Paulista, com o intuito de garantir segurança ao grupo que protestava. Organizadores do evento falam em 2 milhões de pessoas.

Os protestos em São Paulo contaram com a presença do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que esteve em Belo Horizonte e seguiu para São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e deputados da oposição.
Candidato derrotado na última eleição presidencial, senador Aécio Neves (PSDB) participou do protesto contra o governo Dilma (PT) em Belo Horizonte (MG). Aécio foi citado quatro vezes nas delações da operação Lava Jato e ainda assim foi às ruas pedir um basta à corrupção.
Saiba mais


No giro da noticia.
Edmilson Moura.

AS AMEAÇAS DE MORTE ELEVAM SEGURANÇA EM TORNO DE MORO



Mesmo com a Operação Lava Jato já debruçada sobre políticos influentes e empresários poderosos, o juiz Sergio Moro sempre resistiu a qualquer mudança de rotina. Apesar dos alertas para cuidar da própria segurança, prosseguiu fazendo rigorosamente tudo o que fazia antes de assumir os processos e enfrentar a corrupção. Moro ia trabalhar de bicicleta. Frequentava restaurantes e shoppings de Curitiba e corria, sozinho, pelas ruas da cidade. Com o passar do tempo, aceitou fazer algumas concessões. Aposentou a bicicleta, passou a evitar programas familiares em lugares públicos e trocou o cooper ao ar livre pela esteira de uma academia. Mas nunca admitiu andar com escolta, embora estivesse no centro de uma atividade naturalmente fadada a despertar rancores. Por mais de uma vez, a Polícia Federal lhe ofereceu proteção. Sempre que ouvia a sugestão, o magistrado repetia uma pergunta: "Há alguma ameaça concreta?". Não havia, mas aparentemente agora há. Desde a semana passada, Moro está sob a proteção de uma equipe de agentes altamente treinados.
Fazia tempo que o juiz era alvo de ataques virtuais, a exemplo do que aconteceu com o ex-ministro Joaquim Barbosa durante o julgamento do processo do mensalão. Mas nada que fosse suficiente para fazê-lo mudar de conduta. O ponto de inflexão brotou com a decisão de mandar a Polícia Federal conduzir o ex-presidente Lula para depor sobre suas ligações com o petrolão, na sexta-feira 4. A ordem de Moro, expedida como parte da 24ª fase da Operação Lava-Jato, atiçou a militância petista mais radical - em muitos casos, pode ser apenas histeria, dada a facilidade de gritar nas redes sociais. Do ponto de vista policial, contudo, impõem-se cautela e atenção. Ainda no dia da condução coercitiva de Lula, à medida que o ex-presidente e outros hierarcas do PT subiam o tom do discurso, mais agressivas se tornavam as ameaças da tropa cibernética.
Pelo menos três desses ataques resultaram em abertura de inquérito por um motivo muito simples: incitaram, entre outras barbaridades, ao assassinato do juiz da Lava-Jato. "Chega de palhaçada de acreditar na democracia de direita. Matem o Moro", escreveu no Twitter um agressor já identificado. "Tenhamos coragem. Matemos Moro e acabemos com esta festa", emendou o militante. "Todos de esquerda nas ruas já e com armas! É guerra civil", postou outro radical no Facebook. "Matar o Moro e todos os fascistas. É guerra", prosseguiu. Mensagens desse quilate puseram a polícia e Moro em alerta. A "ameaça concreta" que o juiz paranaense dizia inexistir despontou como uma possibilidade real. Prudência agora é o nome do jogo. Desde aquela sexta-feira em que Lula depôs numa sala do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, agentes da Polícia Federal se revezam num esquema ostensivo ao redor de Moro. Em paralelo, policiais rastreiam a origem das ameaças e de telefonemas que o magistrado tem recebido. "Identificaremos todos eles", disse a VEJA um investigador que trabalha no caso.

Fonte: VEJA.com
Edmilson Moura.

SARNEY ABANDONA “IRMÃO DE ALMA”



Cruel, o Sarney que se locupletou no petismo vai à mídia dizer que o governo Dilma “acabou”, em uma clara demonstração de desprezo e abandono daqueles que tanto lhe ajudaram a manter e ampliar poderes na República.
Depois de usufruir dos favores e privilégios dos governos Lula e Dilma (PT), o ex-presidente José Sarney (PMDB) faz um silêncio ensurdecedor sobre os pedidos de socorro dos petistas.
Mesmo mantendo quase todos os cargos federais no Maranhão, cedidos pelo PT nacional, Sarney faz jogo duplo sobre a defesa do governo: afaga e apedreja.
A bancada de deputados federais do Maranhão sob o controle de Sarney opera nos bastidores a favor do impeachment e engrossa o caldo das manifestações anti-Dilma e Lula.
Cruel, o Sarney que se locupletou no petismo vai à mídia dizer que o governo Dilma “acabou”, em uma clara demonstração de desprezo e abandono daqueles que tanto lhe ajudaram a manter e ampliar poderes na República.
Na principal coluna social do jornal O Estado do Maranhão (fundado por Sarney), onde Lula outrora era elogiado, agora é menosprezado. As loas são todas para FHC.
Lula fez por Sarney todos os sacrifícios, até mesmo o estelionato eleitoral de 2010, quando veio ao Maranhão anunciar a construção da refinaria premium da Petrobras, em Bacabeira, apenas para ajudar a candidatura de Roseana Sarney governo.
· Do Blog Marrapá. Geral
Com o braço na tipoia. Que em janeiro de 2016, ele sofreu uma queda em sua residência na Ilha de Curupu, a 20 km da capital, São Luís, e fraturou o ombro e teve escoriações no cotovelo. O ex-presidente está com o braço imobilizado e faz sessões de fisioterapia para se recuperar. o oligarca foi recebido com vaias ao ser anunciado pelo vice-presidente Michel Temer para o posto de presidente de honra do partido, na convenção nacional realizada em Brasília. E Sob vaias, Sarney é escolhido “presidente de honra” do PMDB
Maior defensor de um rompimento definitivo com o governo Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente José Sarney mostrou, na manhã deste sábado, que não é mais unanimidade nem dentro do próprio PMDB.
Com o braço na tipoia, o oligarca foi recebido com vaias ao ser anunciado pelo vice-presidente Michel Temer para o posto de presidente de honra do partido, na convenção nacional realizada em Brasília.
Constrangido, Sarney disparou: “O que nos une aqui é o Brasil”.
A reação, ainda que discreta, teria partido da militância favorável à continuidade da aliança com o PT.
O PMDB segue dividido entre continuar com Dilma ou romper com o governo apostando no impeachment.

Do: Blog Marrapá
Edmilson Moura

OS PESCADORES VOLTAM A SORRIR: SUPREMO RESTABELECE PAGAMENTO DE SEGURO-DEFESO



A decisão tomada em janeiro de 2016 pelo presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski que suspendia o pagamento do seguro defeso foi derrubada hoje pelo colega Luis Roberto Barroso. O decreto legislativo aprovado pelo Congresso Nacional garante o pagamento aos pescadores em todo o país durante a piracema (proibição da pesca)
Lewandowski considerou que o pagamento aprovado pelo Congresso tratava-se de matéria financeira e que traria prejuízos financeiros aos cofres da União. Para o ministro Barroso, a intenção do governo era de agir apenas como mero fiscal e de proteção ao meio ambiente.
São aproximadamente 500 mil pescadores beneficiados e casa um recebe um salário mínimo mensal até por cin co meses, mas o governo precisa fazer um novo recadastramento para evitar fraudes.
Aqui no Maranhão, por exemplo, comerciantes, taxistas, moto taxistas, professores, empresários aparecem como pescadores até em cidades que não têm rios, mar e nem riacho. São os pescadores de aquário.
Além disso, nos últimos anos, o seguro defeso serve para eleger prefeitos, vereadores e deputados. Em Pedro do Rosário, a ex-presidente da Câmara Municipal, Yolanda, é presidente  do Colônia de Pescadores sem saber manusear um anzol. Ela é candidata a prefeita, com o apoio do cunhado que é o atual prefeito.

No Giro da Noticia.
Edmilson Moura.

CHUVAS EM SÃO PAULO FRANGO DA ROCHA DILMA VISITOU



Na imagem a presidente da República. Dilma Rousseff , que sobrevoa a cidade de Franco da Rocha e autoriza verba para cidades e ajuda para vítimas de chuvas em SP.
A presidente Dilma Rousseff visitou a cidade de  Franco da Rocha (SP) onde anunciou que o governo federal vai liberar um cartão para prefeitos das cidades da Grande São Paulo atingidas pela chuva da madrugada do dia 12 de março de 2016. O cartão para gastos imediatos será para prefeituras que tiveram o estado de emergência homologado. As famílias de áreas de riscos desses municípios terão prioridade no programa Minha Casa e Minha Vida, segundo a presidente.
"Nós liberamos a partir do reconhecimento do estado de emergência, nós liberamos um cartão para o prefeito fazer as primeiras os pagamentos menores mediante comprovação", disse Dilma.
"É uma área de risco, nós temos que agir em conjunto, nós temos obrigadação em relação ao povo dessa região."
Dilma se reuniu com prefeitos de Franco da Rocha, Francisco Morato e Mairiporã. Também participaram da reunião o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e os ministros da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, e da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini. Ela sobrevoou de helicóptero as regiões atingidas pelas enchentes
Na Grande São Paulo, as chuvas desta sexta feira dia 11 de março de 2016 causaram deslizamentos, alagaram ruas e deixaram pessoas desabrigadas. De acordo com a Defesa Civil estadual, foram registradas ao menos 18 mortes na região da Grande São Paulo e mais duas no interior.
Grande São Paulo (18 mortos)
- Mairiporã: 5 mortos e 5 desaparecidos
- Francisco Morato: 8 mortos
- Guarulhos: 1 morto
- Cajamar: 1 morto
- Itapevi: 2 mortos
- Franco da Rocha: 1 morto
Interior (2 mortos)
- Itatiba: 2 mortos
O bombeiros mantêm as buscas aos desaparecidos após as fortes chuvas ocorridas entre quinta-feira (10) e sexta-feira (11) na Grande São Paulo. Pelo menos cinco pessoas são procuradas em Mairiporã, uma das cidades mais atingidas pela tempestade.
Os bombeiros registraram mais uma morte em Franco da Rocha. Uma pessoa morreu tentando atravessar uma rua alagada. A vítima teve uma parada cardíaca e foi levada para o pronto-socorro estadual de Francisco Morato, mas não resistiu. Com essa, já são 20 mortes no Estado de São Paulo, sendo 18 na Grande São Paulo e 2 em Itatiba.
A chuva alagou várias cidades da porção norte da Grande São Paulo, interditou pontos das  maginais Tietê e Pinheiros, em São Paulo, interrompeu o funcionamento de trens e provocou o fechamento do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Houve ainda quedas de barreira em rodovias. Ao menos 7 cidades da Grande São Paulo foram atingidas.



A chuva também interditou o Aeroporto Internacional de Guarulhos, por seis horas, alagou estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e fez os rios Pinheiros e Tietê transbordarem.
Houve ainda quedas de barreira em rodovias. Ao menos sete cidades da Grande São Paulo foram atingidas.
Em razão das enchentes, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou a liberação em caráter emergencial de R$ 680 mil para os municípios atingidos.
Os recursos, explicou, têm de ser usados, preferencialmente, pela assistência social das prefeituras de Caieiras, Cajamar, Franco da Rocha, Guarulhos, Itapevi e Mairiporã.


tópicos:

Do G1, em São Paulo
Edmilson Moura.

O PEDIDO PRECIPITADO DE PRISÃO DÁ A LULA ARGUMENTOS PARA SE DIZER PERSEGUIDO

Ministério Público do Estado de São Paulo pediu a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outras seis pessoas. Os promotores Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Moraes de Araújo apresentaram no dia 09 de março de 2016 denúncia contra Lula alegando que o ex-presidente cometeu crimes de lavagem de dinheiro – na modalidade ocultação de patrimônio – e falsidade ideológica sobre o apartamento triplex, em Guarujá (SP). Os promotores detalharam a denúncia.
Os promotores pedem a prisão preventiva também de:  José Adelmário Pinheiro, Leó Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS; Fábio Hori Yonamine e Roberto Moreira Ferreira, executivos da OAS; ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso na Operação Lava Jato; Ana Maria Érnica, ex-diretora da Bancoop; e Vagner de Castro, ex-presidente da Bancoop. A Justiça ainda deve decidir se aceita o pedido e a denúncia apresentada ontem. Não há data para essa avaliação.
Na denúncia, Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Moraes de Araújo afirmam que existem “exaustivos argumentos” contra os acusados. No pedido encaminhado à 5ª Vara Criminal de São Paulo, os promotores ressaltam que a prisão preventiva poderá ser decretada “quando houver prova da existência de crime e indício suficiente de autoria”. “A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria”, diz o documento.
“O denunciado Luiz Inácio Lula da Silva atentou contra a ordem pública ao desrespeitar as instituições que compõem o Sistema de Justiça, especialmente a partir do momento em que as investigações do Ministério Público do Estado de São Paulo e da Operação Lava Jato se voltaram contra ele. Do alto de sua condição de ex-autoridade máxima do país, o denunciado Luiz Inácio Lula da Silva jamais poderia inflamar a população a se voltar contra investigações criminais a cargo do Ministério Público, da polícia, tampouco contra decisões do Poder Judiciário”, diz o documento.
Os promotores acrescentam que “valendo-se de sua rede político-partidária o denunciado Luiz Inácio Lula da Silva sempre buscou manobras para evitar que a investigação criminal do Ministério Público não avançasse”, citando o episódio quando o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) fez uma representação contra o promotor Cássio Conserino no Conselho Nacional do Ministério Público, que acabou por suspender o depoimento que o ex-presidente Lula e sua mulher Marisa Letícia dariam, em fevereiro, à Justiça em São Paulo,  e o pronunciamento de Lula feito, na sede do PT em São Paulo, após ter sido conduzido coercitivamente para depor à Polícia Federal, no âmbito da 24ª fase da Operação Lava Jato.
No dia 10 de março de 2016, os promotores detalharam a denúncia relativa à investigação sobre o apartamento triplex, em Guarujá (SP), que seria destinado, segundo o MP-SP, pela construtora OAS a Lula e a família dele. Durante a entrevista à imprensa, Conserino recusou-se a falar se teria sido solicitado a prisão do ex-presidente. “Só vamos falar sobre os fatos”, disse o promotor.
Segundo Conserino, aproximadamente duas dezenas de pessoas relataram que o imóvel no Condomínio Solaris era destinado ao ex-presidente Lula. “Dentre essas pessoas figuravam funcionários do prédio, o zelador do prédio, a porteira do prédio, moradores do prédio, funcionário da OAS, ex-funcionário da OAS, o proprietário da empresa que fez a reforma naquele imóvel nos relatos que fez uma reunião para apresentar parte da reforma efetuada, com a presença da ex-primeira dama e de seu filho, além do senhor Léo Pinheiro”, disse o promotor Cassio Conserino.
Instituto Lula
Em nota, o Instituto Lula voltou a negar que o ex-presidente seja dono do apartamento triplex, alvo das investigações, e diz que o procurador Cássio Conserino usa a investigação para fins políticos. “Cássio Conserino, que não é o promotor natural deste caso, possui documentos que provam que o ex-presidente Lula não é proprietário nem de triplex no Guarujá nem de sítio em Atibaia, e tampouco cometeu qualquer ilegalidade. Mesmo assim, solicita medida cautelar contra o ex-presidente em mais uma triste tentativa de usar seu cargo para fins políticos”.

No Giro da Noticia.
Edmilson Moura.

EDUARDO CUNHA DIZ QUE VAI DAR CONTINUIDADE AO PROCESSO DE IMPEACHMENT



Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, diz que vai retomar processo de impeachment contra Dilma. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), confirmou hoje (11) que vai dar continuidade à instalação da comissão especial que vai analisar o processo deimpeachment da presidente Dilma Rousseff na próxima quinta-feira (17). A ideia é esperar a resposta do Supremo Tribunal Federal (STF) aos recursos sobre o rito do processo, que deve sair na quarta-feira (16).
O processo está parado depois que ministros do STF anularam a eleição de uma chapa alternativa para a comissão. A chapa não foi indicada por líderes da Câmara.
“O processo volta ao curso da continuidade. Se respeitar todo o cronograma que se tem estipulado na lei e no Regimento [Interno], começando na quinta, é possível [votar em 45 dias]. Depende de outros fatores, como obstrução, recursos à Justiça. Mas se seguir o rito: instalar comissão, prazo de defesa, prazo para plenário, 45 dias é o prazo razoável”, disse Cunha.
Saiba Mais
Esta semana, ministros da Corte confirmaram que vão julgar no dia 16 o recurso que pede a mudança do julgamento sobre as regras de tramitação do processo de impeachment, definidas em dezembro do ano passado. Cunha defende votação aberta para eleição da comissão e a obrigatoriedade do Senado dar prosseguimento ao processo iniciado na Câmara.
Lula
Perguntado sobre o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentando pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), Eduardo Cunha disse que não leu a peça elaborada pelos promotores Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Moraes de Araújo. 
“Aparentemente, sem eu ler, parece um pouco exagerada a medida. Tudo o que é exagerado não é bom. Tudo tem seu ritmo e deve sempre respeitar a legalidade, mas eu não li”, disse. Apesar disto, o peemedebista disse que não acredita que o anúncio sobre o pedido de prisão possa acirrar os ânimos durante as manifestações pró-impeachment, que ocorrerão neste domingo (11).
Mais cedo, o vice-líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), disse que o pedido de prisão preventiva é parte de um “golpe jurídico midiático”. “Sugerir que uma liderança política do país, seja quem for, deve ser presa porque sua liderança mobiliza pessoas, incentiva manifestações, é como propor estado de sítio. Há um processo sendo construído no país de um golpe jurídico-midiático, de setores da oposição que encontraram aliados na burocracia do Estado, dentro do MPF, do Poder Judiciário e da Polícia Federal que atuam politicamente”, afirmou.
Para Pimenta, não há dúvida de que a decisão dos promotores teve a intenção de “jogar mais lenha na fogueira”. “O clima de violência e insegurança é causado por falta de uma postura republicana dos investigadores que transformaram seus cargos, em cargos de liderança partidária e vamos denunciar isto. Se o promotor de São Paulo acha que falar isto é motivo para prisão, vai faltar cadeia no país. Vamos denunciar todos os dias a parcialidade”, completou.
O PT está reunido em São Paulo hoje. Segundo Paulo Pimenta, o clima dentro do partido é de tranquilidade. Ele afirmou que Lula, mesmo “indignado”, também está confiante na Justiça que vai decidir se aceita o pedido e a denúncia. Não há data para a Justiça tomar a decisão. 
Isso ainda vai dar pano para as mangas.


Agência Brasil.
Edmilson Moura

Novidade na Politica Local!




GOVERNADOR FLÁVIO DINO VOLTA A CRITICAR DURAMENTE A OPERAÇÃO LAVA JATO



Em entrevista ao site Brasil 247, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), voltou a se posicionar claramente contra os eventuais excessos cometidos pela Operação Lava Jato. Para Dino, o que estamos acompanhando é a judicialização da política.
“O ponto é que a Lava Jato corresponde ao ápice da chamada judicialização da política, um fenômeno que vem desde o mensalão. A Lava Jato também se tornou um ator que ganhou estatura e hoje tumultua o jogo político-institucional”, afirmou.
O governador maranhense também afirmou que o Governo Dilma não tem conseguido encontrar a “paz”, pois sempre a Lava Jato tumultua o cenário.
“Todos os movimentos de reforma ministerial, por exemplo, foram nessa direção de ampliar a base de sustentação no Congresso. No entanto, sempre que se atinge uma certa paz, vem a Lava Jato e tumultua novamente o processo”, declarou.
Novamente Flávio Dino também demonstrou contrariedade com a condução coercitiva do ex-presidente Lula, na semana passada, que ganhou repercussão internacional.
“Todas as medidas coercitivas ou mesmo as prisões processuais classicamente devem obedecer ao princípio da proporcionalidade. Não se pode fazer o uso imoderado da força. Isso vale tanto para o guarda da esquina como para qualquer juiz. O ex-presidente Lula foi intimado várias vezes. Em todas elas, compareceu ou respondeu por escrito – o que é um direito seu. Portanto, não entendi a adequação e a necessidade da medida adotada pelo juiz Moro”, disse.
Flávio Dino deixa claro o seu atual posicionamento sobre a Operação Lava Jato. Clique aqui e leia a entrevista na íntegra.
                                                                                                                 
No Giro da noticia.
Edmilson Moura.

BOMBA VEM BOMBA AÍ! Ministério Público pede ao TJ lista de gestores condenados



Presidente do TJ, Cleones Cunha e a procuradora-geral de justiça, Regina Rocha. Durante encontro com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Cleones Cunha, no dia 10 de março de 2016, a procuradora-geral de justiça, Regina Rocha, solicitou a lista de todos os processos de gestores e ex-gestores condenados por crime decorrente do exercício da função de gestor, em ação ordinária perante o TJ; e dos que foram condenados, em primeiro grau, confirmadas pelo Judiciário.
O objetivo é analisar todos os casos a fim de cumprir a decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, de 17 de fevereiro, que permite a execução da prisão após a confirmação da sentença na segunda instância do Poder Judiciário estadual.
Veja ou (reveja). Essa matéria do Blog do Gilberto Léda que lembrou que prefeitos e ex-prefeitos condenados em 2º grau já poderiam ser alcançados pelo novo entendimento da Suprema Corte do país.
“A recente decisão do Supremo Tribunal Federal fortalece o esforço do Ministério Público em combater a corrupção e diminuir a impunidade”, avaliou Regina Rocha.

No giro da noticia
Edmilson Moura.

JOSÉ SARNEY DIZ “ACABOU” SOBRE GOVERNO DILMA ROUSSEFF



O ex-presidente e ex-senador José Sarney (PMDB) deu uma espécie de sentença, ontem (9), sobre a administração da presidente Dilma Rousseff (PT).
Para o cacique pemedebista, o governo “acabou”.
“Acabou (o governo). É como Café Filho, Getúlio e Collor”, disse Sarney, segundo informação do Jornal do Brasil.
De acordo com a publicação, a frase foi dita num encontro com senadores da legenda, que se reúne oficialmente no sábado (12), para a eleição da Executiva Nacional.

No giro da noticia.
Edmilson Moura.