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Leia e veja: Matéria do Fantástico sobre primeiras-damas alagoanas

por Rede Globo
Leia e veja: Matéria do Fantástico sobre primeiras-damas alagoanas
Elas são primeiras-damas de municípios brasileiros e foram acusadas de gastar dinheiro público para compras particulares. Até uísque e ração pra cachorro elas compraram com verba da prefeitura.
Imagens inéditas mostram a prisão de Constância Félix, esta semana. Ela tem 54 anos e é mulher de Silvio Félix, prefeito de Limeira, a 150 quilômetros de São Paulo. O Ministério Público tem indícios de que a primeira-dama montou empresas em nome de outras pessoas, os chamados “laranjas”, para esconder um patrimônio milionário.
São pelo menos 61 terrenos, casas e apartamentos. O valor total, de acordo com o Ministério Público, passa dos R$ 18 milhões. A maioria dos imóveis fica em áreas nobres da capital paulista.
Procuramos os supostos laranjas. A casa de Isaías Ribeiro fica na periferia de Limeira. Uma empresa de jardinagem chamada Fênix está no nome de Isaías e de um dos filhos do prefeito e da primeira-dama. Em nome dessa firma, constam 12 imóveis, avaliados em R$ 7 milhões. Quem nos atende é a mulher de Isaías, que também já foi sócia dessa empresa.
Fantástico: Ele é dono da Fênix?
Mulher: Isso. O escritório era aqui.
Fantástico: Mas aqui não é a casa dele?
Mulher: É. Minha casa, nossa casa.

Nossa equipe também foi atrás de Verônica Dutra, que é irmã da primeira-dama. Segundo o Ministério Público, Verônica, que mora em uma casa simples, tem em seu nome quatro imóveis, avaliados em R$ 831 mil. O filho de Verônica não quer conversa e pede ao nosso produtor que se retire. “Dá licença, tá? Aqui não tem nada, não”, disse o filho.
De acordo com o Ministério Público, a primeira-dama de Limeira também usou os dois filhos, de 23 e 22 anos, para esconder o patrimônio dela. Os promotores dizem que os rapazes têm 23 imóveis, no valor total de R$ 6 milhões e que a maioria dos bens foi declarada em Imposto de Renda, mas bem abaixo do valor real.
Na quinta-feira passada (24), além da primeira-dama de Limeira, foram presos os dois filhos dela e outras nove pessoas.
“Essas pessoas, a própria primeira-dama, não possuem renda ou patrimônio suficiente para reunir esse número considerável de bens e imóveis”m afirmou o promotor de Justiça Enzo Carrara Boncompagni.
“Nós queremos saber por que há suspeitas de lavagem de dinheiro, de onde está vindo esse dinheiro”, questiona o promotor de Justiça Luiz Alberto Segalla Bevilacqua.
O prefeito de Limeira, que também apresenta um programa infantil em uma TV local, não foi alvo da apuração que resultou nas prisões, mas é investigado pela Procuradoria-Geral de Justiça em outros seis processos criminais. Um deles é sobre recebimento de propina.
“Minha família trabalha há muitos anos e o que a minha família tem, tem renda para isso. Eu vou fazer o que tiver que fazer para provar que não existe irregularidade”, declarou o prefeito de Limeira, Silvio Félix.
A primeira-dama de Limeira também é suspeita de receber R$ 14 mil por mês da Assembleia Legislativa de São Paulo sem aparecer no trabalho.
O caso de Limeira não é o único. Este ano, no Brasil, pelo menos outras nove primeiras-damas foram presas, quatro só em Alagoas. Fomos até lá.
Limoeiro de Anadia tem 26 mil habitantes e fica no agreste alagoano. O prefeito Marlan Ferreira e a primeira-dama, Eloísa Barbosa, são acusados de fazer compras particulares com dinheiro desviado da merenda. Em março, Eloísa chegou a ser presa. Agora, diante de nossa equipe, ela chora.
A primeira-dama, de 41 anos, é secretária de Assistência Social. Em um primeiro momento, não quer gravar entrevista, mas o marido – que disse à equipe de reportagem do Fantástico que só anda armado - acha que ela tem de falar.
“É melhor falar isso: que você comprava as coisas da casa maternal”, recomenda Marlan Ferreira, prefeito de Limoeiro de Anadia.
“Eu não quero ser tachado como corrupto”, diz, depois, ao Fantástico.
Ela, então, dá entrevista e nega ter desviado dinheiro da merenda. “Se as outras prefeituras ou as outras pessoas faziam, aqui a gente não fazia. Minha conta pessoal tinha uma, e a prefeitura era outra. Sempre foi assim”, comenta a primeira-dama de Limoeiro de Anadia, Eloisa Barbosa.
Fomos a uma escola, na Zona Rural de Limoeiro de Anadia. Com 80 alunos, funciona há três meses na base do improviso, enquanto o Colégio Coronel Adauto Barbosa é reformado. O diretor da escola, João Batista Silva, diz que a merenda agora está chegando, mas...
Fantástico: Onde é feita a merenda?
João Batista Silva: Numa cozinha ali que a gente improvisou que é um quarto.
Fantástico: A gente percebe que não tem nenhuma pia, não tem nada.

Fomos à escola que está em reforma. Na quarta feira (16), dia útil, não tem ninguém trabalhando na reforma da escola. A prefeitura diz que a reforma será concluída em janeiro.
Além de Limoeiro de Anadia, a Procuradoria da República afirma que o dinheiro da merenda também foi usado em compras particulares pelas primeiras-damas de Traipu, Belo Monte e Lagoa da Canoa, todas em Alagoas.
“Faltava merenda vários dias. Dois, três dias por semana”, afirma o procurador da República José Godoy Bezerra de Souza.
Em um supermercado as primeiras-damas gastavam o dinheiro da merenda. Compravam no supermercado e colocavam na conta. Depois, quem pagava era a prefeitura com dinheiro federal, com dinheiro da merenda. Em depoimento, o dono do supermercado confirmou o esquema. Ele não quis gravar entrevista.
“Este desvio acontecia tanto nas compras pessoais como, em algumas cidades, um percentual era pago em dinheiro”, aponta o procurador da República José Godoy Bezerra de Souza.
Fomos também a Belo Monte, a 200 quilômetros de Maceió. Quando chegamos, parte do município de sete mil habitantes estava sem água. “Banho no rio, prato no rio, roupa no rio. Tudo no rio”, diz a dona de casa Maria Quitéria Balbino.
Segundo o Ministério Público Federal, Mônica Tenório, 26 anos, primeira-dama de Belo Monte, embolsava R$ 5 mil por mês do dinheiro da merenda. Fomos à casa dela. Deixamos vários recados, mas ela não nos atendeu.
O Fantástico esteve também em Lagoa da Canoa, de 18 mil habitantes. Segundo as investigações, Fabiana Lira, mulher do prefeito Jairzinho Lira, usou o dinheiro da merenda para comprar, além de comida e produtos de higiene pessoal, seis litros de uísque, 24 garrafas de vinho e até ração para cachorro. É a melhor ração para cachorro e a mais cara também.
Fabiana, 28 anos, também é a secretária de Assistência Social de Lagoa da Canoa. Segundo uma funcionária, Fabiana só aparece uma vez por semana e trabalha poucas horas, mas recebe R$ 1,2 mil por mês.
Fantástico: A Fabiana está por aí?
Funcionário: Está não.
Fantástico: Quais dias ela vem?
Funcionário: Geralmente, ela vem assim... dia de segunda.
Fantástico: Que horas, geralmente?
Funcionário: 14h.
Fantástico: E que horas ela vai embora?
Funcionário: Ela vai assim umas 16h ou 17h.

Fabiana, que também foi presa em março e agora responde em liberdade, é a dona de uma loja de roupas. Ao ver a equipe de reportagem do Fantástico, os funcionários fecharam a porta e se esconderam.
O prefeito e a primeira-dama de Lagoa da Canoa moram em Arapiraca. Logo que nós chegamos, todo mundo saiu correndo. Voltamos à Secretaria de Assistência Social de Lagoa da Canoa, que estava fechada com cadeado. A primeira-dama sumiu da cidade.
Fomos duas vezes à prefeitura. Depois de uma hora, um homem que se diz procurador do município, falou em nome do prefeito e da primeira-dama.
“A gente vai deixar bem claro: a gente grava com ele em qualquer lugar do Brasil”, disse o repórter. “Ele não vai gravar”, afirmou Francisco Ribeiro, representante do prefeito de Lagoa da Canoa.
Sobre o uso de dinheiro da merenda para comprar uísque, vinho e ração para cachorro, o representante do prefeito de Lagoa da Canoa respondeu: “Será provado que estes fatos não existiram e a completa inocência deles”.
No interior de São Paulo, as investigações apontam que as próprias primeiras-damas comandavam as falcatruas. Em Taubaté, o prefeito Roberto Peixoto e a primeira-dama Luciana ficaram três dias presos em junho, acusados de fraudar licitações e receber propina. Graças a um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o casal responde em liberdade.
Em depoimento aos promotores , uma testemunha disse que o esquema rendeu R$ 5 milhões ao casal. “Quem comanda a coisa ali propriamente com o prefeito é a própria esposa dele”, afirmou.
Segundo o denunciante, Luciana Peixoto, 55 anos, recebia agrados dos empresários que queriam ganhar as concorrências. “As joias eram presentes, mimos”, diz.
“As provas evidenciam que ela tinha uma participação efetiva no controle das ações que visavam o desvio de recursos públicos”, aponta o promotor de Justiça José Carlos de Oliveira Sampaio.
Procuramos Luciana Peixoto no trabalho e na casa da família. Quem se pronunciou foi a prefeitura de Taubaté, que disse, em nota, ser mentirosa a afirmação de que a primeira-dama recebia joias de presente e que o casal Peixoto não cobrava propina. A prefeitura diz ainda que o Tribunal de Contas aprovou o edital e a licitação para a compra de merenda.
Mas, na sexta-feira passada (25), a Justiça determinou o afastamento de Luciana Peixoto do cargo de presidente do Fundo Social de Solidariedade de Taubaté. Segundo o Ministério Público, ela ordenou o pagamento de despesas sem licitação. A defesa nega irregularidades.
Em Campinas, muita gente ainda se pergunta: o então prefeito Hélio de Oliveira Santos, o Doutor Hélio, sabia o que a mulher fazia? Rosely Nassim Santos, 66 anos, que também era chefe de gabinete, é acusada de comandar um esquema de fraude em licitações e cobrança de propina que teria rendido R$ 48 milhões.
“Se ela mandava no prefeito, eu não tenho como dizer. Mas todos os relatos apontam que o braço forte, a mão firme na administração de Campinas era a senhora Rosely, especialmente em relação a essa atividade criminosa”, aponta o promotor de Justiça José Cláudio Tadeu Baglio.
Em um telefonema com um assessor, a então primeira-dama de Campinas xingou os promotores que a investigavam.
Rosely: Eu tenho um poço de dinheiro?
Homem: Isso.
Rosely: Não acredito. São uns imbecis.

Em agosto, Doutor Hélio, que é do PDT, foi cassado. Fomos à casa dele e da primeira-dama. O vigia disse que não tinha autorização para chamá-los. Em nota, o advogado do casal disse que a ex-primeira-dama não cometeu nenhum crime, que o procedimento de investigação foi ilegal e que as injustiças serão reparadas.
A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo investiga se o suposto desvio de dinheiro em Campinas ajudou a financiar a campanha de candidatos do PDT, em 2010. Em uma planilha de contabilidade apreendida pelo Ministério Público, constam os nomes de Rafael Silva e Constância. Constância, dizem os promotores, é Constância Félix, a primeira-dama de Limeira, que foi presa esta semana. Ela não se elegeu deputada estadual.
Já Rafael Silva, sim. Ele é o quarto vice-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo. Em março deste ano, Constância Félix assumiu o cargo de chefe de gabinete da quarta vice-presidência. O salário é de mais de R$ 14 mil. Fomos dois dias à Assembleia antes da prisão de constância. Foi difícil encontrar alguém que a conhecesse.
Fantástico: Você sabe onde ela fica?
Funcionária: Nem eu, nem eu, viu.

No gabinete, onde funciona a quarta vice-presidência, uma funcionária diz que Constância não está. “Não tem um dia certo, porque o trabalho dela não é fixo”, contou.
Durante uma semana, ligamos na Assembleia e não encontramos a primeira-dama. “A gente não conhece ninguém com esse nome na presidência nem na vice-presidência”, disse um funcionário.
O deputado Rafael Silva, chefe de Constância, diz que ela não é funcionária fantasma. “Ela não ficava direto no meu gabinete. Ela estava lá a serviço do partido e a serviço de todos os deputados nossos da bancada”, afirmou o deputado estadual Rafael Silva, quarto vice-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo.
O deputado também negou ter recebido dinheiro ilegal para a campanha e disse que exonerou a primeira-dama de Limeira assim que ela foi presa e que já tinha tentado demiti-la antes.
“No dia 25 de maio, eu tive uma conversa com os outros deputados que me autorizaram a fazer isso. É porque eu falei: não é aceitável a esposa de um prefeito estar aqui com a gente. E eles concordaram. Um deles falou até: passa a régua. E eu a exonerei. Depois houve uma pressão do partido e eu fui obrigado a aceitar de volta”, contou afirmou o deputado estadual Rafael Silva.
O deputado não quis dar os nomes de quem o teria pressionado. O diretório do PDT em São Paulo e o presidente estadual do partido, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, não quiseram se pronunciar.
Não existe previsão de quando será o julgamento das primeiras-damas mostradas nessa reportagem. O juiz Nelson Augusto Bernardes, que foi o primeiro a atuar no caso envolvendo a primeira-dama de Campinas, diz que o Poder Judiciário tem a obrigação de agir com rapidez e seriedade.
“A corrupção no poder público no Brasil é uma questão profundamente preocupante. É necessário que se enxergue esse problema com seriedade para que se possa fazer um combate sério e eficaz da corrupção”, afirma Nelson Augusto Bernardes.


Pra distrair...

Um peso e duas medidas

Tem-se falado muito sobre a morosidade, a lentidão do nosso sistema judiciário no que tange ao julgamento dos processos judiciais.
            Quem nunca ansiou por uma solução rápida da nossa justiça em alguma questão judicial e teve que esperar anos e anos para a solução do problema? (E isso quando ela ocorre). Mas nem tudo estar perdido.
            Tivemos recentemente um caso em São Paulo, de um rapaz que roubou latas de atum e azeite e foi condenado à pena de um ano e seis meses de reclusão, em regime fechado.
            Bem feito. Quem ele pensa que é? Um elemento desconhecido da mídia nacional, nem sabemos se ele possui ficha limpa ou não, e muito menos se possui algum padrinho político importante (bom, como foi condenado, tudo leva a crer que não).
            E quanto ao estabelecimento em que o fato aconteceu? Provavelmente ele estava com suas obrigações em dia, INSS, ICMS, e toda carga tributária paga, então não poderia passar por tal constrangimento.
            Mas tudo bem, o elemento foi preso, julgado rapidamente e agora terá que cumprir a pena pelo crime cometido.
            Agora vamos falar sem sarcasmo. Não irei defender esse sujeito, pois um crime não se justifica seja qual for a circunstância. Crime é crime e pronto.
            Falemos de crimes muito maiores e com danos na mesma proporção e o pior, não contra um estabelecimento comercial, mas sim contra toda uma nação, a nação brasileira.
            Políticos e agentes públicos em todas as áreas que corroem o erário público, desviam, roubam, matam, se prostituem politicamente, recebem dinheiro para mudarem de posição, de ideologia e por aí vai.
            São sabedores de que os pesos usados para julgarem-lhes variam de acordo com a classe e a posição social que ocupam.
            Valem-se das brechas na legislação, atrasam os processos até caducarem o que ocasiona a prescrição dos crimes e saem ilesos, sem delito e muito menos punição como se nada tivessem feito.
            Ora, se ficamos satisfeitos quando vemos a prisão de bandidos e traficantes que oprimem a sociedade indefesa; ficaríamos mais satisfeitos ainda se pudéssemos contemplar bandido-políticos ou político-bandidos (tudo dá na mesma), serem julgados no mesmo curto espaço de tempo e cumprindo suas penas como meros mortais.
            Pessoas comuns não gozam de foro privilegiado; pessoas comuns são usadas como exemplo para provar que o sistema funciona; pessoas comuns..., são apenas pessoas comuns.
            Com tantas denúncias de atos ilícitos que surgiram nestes últimos dias nos diversos escalões do governo, não seria demais pedir para que a nossa justiça usasse a mesmo peso na aplicação da lei para tais infratores, mandando-os pra cadeia, mesmo que por um curto espaço de tempo, e saciar a nossa sede por justiça e ver que a lei é igual pra todos. Sem distinção.


Do: TB

Temos o Maranhão que merecemos?



Ao vermos a divulgação dos dados do último Censo do IBGE, observamos que, após as sucessivas alternâncias de governo à frente do Brasil, pouca coisa mudou.
            Números e dados negativos, informações mascaradas ou camufladas dos governos estaduais e federal, se revelam no censo e mostram o estado precário em que se encontra o Brasil.
             Somos um país muito rico, isso é fato. Assistimos diariamente aos assaltos e roubos aos cofres públicos e o Brasil ainda se mantém “estável” economicamente (mas até quando?)
            O censo revelou a triste realidade vivida por muitos, muitos brasileiros que sabem o que é sofre a desigualdade social, mas não sabem a definição de tal discrepância.
            Grande parte da população que trabalha os doze meses do ano para ganharem o salário mensal daqueles com condições financeiras mais elevadas. Esse é nosso panorama geral de distribuição de renda.
            Temos um PIB que, para os padrões de países em desenvolvimentos, podemos considerá-lo bom, porém essa riqueza é mal distribuída.
            São poucos que ganham muito, e muitos que ganham pouco. Característica do sistema capitalista? E talvez sejam essas as condições em que o socialismo por si só se explica?
            O censo mostra também os números na área da educação. Somos quase 14 milhões de brasileiros analfabetos, isso representa mais ou menos 10% do total da população brasileira.
             E os estados que lideram esse ranking são: Alagoas (23%), e em 2º lugar o nosso Maranhão (20%).
            Como afirmamos no início desta, o censo desmascara os números falseados nos discursos falaciosos dos políticos, e trás à tona a inabilidade destes governantes de não cumprirem as promessas feitas na época das campanhas.
            E como bons maranhenses que somos, e triste vermos o nosso Estado ocupando os primeiros lugares no cenário nacional, no quesito - coisas ruins.
            E essa não é a primeira vez que despontamos como exemplo negativo. Até parece que somos o “patinho-feio” da história brasileira. Tudo o que é ruim, lá estar o Maranhão ocupando os primeiros lugares.
            Governado por quase meio século pela mesma família, até hoje esperamos pelo tal progresso, o tão sonhado, falado, desejado, prometido desenvolvimento social e financeiro, mas não temos nada.
            Vivemos a utopia de que o amanhã será melhor. Vivemos de promessas, mas será que ainda tem gente que acredita em tais falácias? Como eles são eleitos, a resposta é sim.
            Não sei se todos já viram o vídeo - Maranhão 66, no youtube (http://www.youtube.com/watch?v=t0JJPFruhAA), mas recomendo passarem por este link, e vejam as “grandes” mudanças desde a posse do então governador, e a realidade hoje do nosso Estado.
            Sarney estar no poder desde a década de 60, e o seu histórico político não é nada bom, por isso, ele contratou uma agência para “limpar” seu nome, “melhorar” sua imagem ante a opinião pública.
            Mas o que me motivou em trazer essa informação aqui, é que a conta será custeada pelo Senado Federal, ou seja, por nós contribuintes, notícia nada agradável para começarmos bem o nosso fim de semana.



Do: TB

Um Pedido de Desculpa

Pescando em alto mar!
Quero pedir desculpas aos amigos internautas, pelo período  que estivemos ausente do blog, pois estava curtindo  a minha merecida  licença premio em nossa casa de praia na ilha de São Luis, mas precisamente na cidade de Raposa.  Mas como diz a Governadora do Estado, estamos de volta ao trabalho.   

Paulo Marinho tem prisão decretada por débito de pensão alimentícia


O ex-prefeito de Caxias e ex-deputado federal Paulo Marinho teve sua prisão decretada, esta semana, pelo juiz Paulo Afonso Vieira Gomes, da 3ª Vara da Comarca de Caxias.
No despacho em que determina o recolhimento de Marinho “na cadeia Pública local”, o magistrado explica que o motivo do pedido de detenção é a falta de pagamento de pensão alimentícia por parte do acusado no valor de R$ 10.427,27.
Segundo apurou o blog, o mandado ainda não foi cumprido. Ninguém achou Paulo Marinho na cidade.
(Com informações do blog do Ricardo Marques)

Ética e Corrupção

O que você tem a ver com a corrupção?
Video sobre Ética e corrupção elaborado pela Associação Catarinense Ministério Público

Bancada do Maranhão no Congresso acata proposta de Domingos Dutra para mediar conflito entre policiais no Estado

A bancada federal do Maranhão no Congresso Nacional, reunida no final desta terça-feira, acatou proposta apresentada pelo deputado federal Domingos Dutra (PT) para contribuir nas negociações dos policiais do Corpo de Bombeiros, da Policia Militar e delegados da Policia Civil.
Dutra justificou a sua proposta – acatada por unanimidade - devido à gravidade da situação no sistema de segurança pública estadual e o risco de confronto entre os policiais do Corpo de Bombeiros e da PM com os soldados da Força Nacional do Exército Brasileiro, solicitado pela governadora Roseana Sarney para tentar reprimir o movimento.
“Apesar de eu fazer oposição histórica ao grupo Sarney, tenho contribuído na bancada federal do Maranhão no Congresso Nacional na defesa dos interesses da população, pois a bancada é um espaço suprapartidário, e não pode ser nem governo, nem oposição, mas um espaço para propor e defender projetos que interessam ao povo maranhense”, afirmou o Deputado Domingos Dutra.
Os parlamentares maranhenses decidiram realizar uma reunião na próxima segunda-feira, pela manhã (9 horas) em São Luís, com o comando da greve dos delegados e representantes dos movimentos reivindicatórios dos policiais do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.
O deputado Professor Sétimo Waquim (PMDB) foi escolhido para fazer o contato com as lideranças do movimento dos policiais. O próprio deputado Domingos Dutra já entrou em contato com alguns oficiais da PM e Corpo de Bombeiros, iniciando o diálogo no sentido de evitar o confronto com a Força Nacional.
A reunião da Bancada Federa do Maranhão, que serviu para discutir proposta de emendas ao Orçamento Geral da União (OGU) de 2012 e para o Plano Plurianual (PPA) de 2012, aprovou inclusive uma emenda do deputado Domingos Dutra e do deputado Lourival Mendes para assegurar recursos do orçamento da União para investir em políticas de segurança pública do Maranhão. 
 
 
Do: Blog do Louremar

Criança roubada na BR 316 é de São Luis Gonzaga


Ocorreu um roubo de criança ontem (21) por volta das oito horas na BR. 316 entre a cidade de Bacabal e Santa Inês. A senhora Marinete Barros, do povoado Pedrinhas, zona rural da cidade de São Luis Gonzaga do Maranhão, vinha num veículo de linha (taxista), de Santa Inês á Bacabal, quando sentou do seu lado uma senhora que se encantou com o seu filho de apenas 26 dias de nascido.
A estranha pediu para Marinete o seu filho, e recebeu a resposta de não. Horas mais tarde a mãe da criança desceu do veículo para ir ao banheiro e deixou a criança com a senhora, ao voltar, não encontrou nem a senhora e nem a criança. O caso já foi levado ao conhecimento da justiça para ser tomado as devidas providências.

Do: g1sucesso

Indigne-se você também cidadão gonzaguense!

1- Erradicar a miseria
2- Custear 17 milhões de sessões de quimioterapia
3- Custear 34 milhões de diárias de UTI nos melhores hospitais
4- Construir 241 quilômetros de metrô
5- Construir 36 000 quilômetros de rodovias
6- Construir 1,5 milhões de casas
7- Reduzir 1,2 ponto percentual na taxa de juros
8- Dar a cada brasileiro um prêmio de 443 reais
9- Custear 2 milhões de bolsas de mestrado
10- Comprar 18 milhões de bolsas de luxo
(Iguais aquelas com que os corruptos presenteiam sua mulhere e amantes).

...E ainda tem gente que reclama e defende essa cambada, que rouba o nosso dinheirinho suado.


'Jornal Nacional' flagra situação de extrema pobreza em Vargem Grande

Uma reportagem especial, levada ao ar ontem à noite, no 'Jornal Nacional', da Rede Globo de Televisão, mostrou para o Brasil inteiro a situação de extrema pobreza de um dos 135 municípios do Maranhão: Vargem Grande, cuja renda média mensal dos moradores não passa dos R$ 156. Boa parte deles depende de ajuda do Governo Federal. Para quem tem no Bolsa Família a única fonte de renda, é difícil escapar da fome.
A equipe do 'JN no Ar' veio ao Maranhão mostrar como é a vida em um município do estado que tem o menor rendimento médio, segundo o IBGE. A equipe encontrou muita gente sofrendo, reclamando por falta d’água e também usando uma água muito barrenta, que era só o que tinha. São brasileiros de Vargem Grande, no interior do Maranhão, que mal ganham para comer.
Segundo a Globo, a TV Mirante teve participação fundamental no trabalho, que começou nas primeiras horas do dia. O avião do 'JN no Ar' voou três horas do Rio até São Luís, capital do Maranhão. A equipe chegou no começo da madrugada e ainda não tinha amanhecido quando partiu para Vargem Grande. Uma viagem de duas horas pelas BRs 135 e 222, onde a equipe flagrou 15 pessoas na carroceria de uma caminhonete.
Vargem Grande tem quase 50 mil habitantes, segundo o IBGE. Desse total, 36% da população vivem com a renda de até R$ 70, patamar considerado de extrema pobreza. É assim que Dona Marlene vive. 'A gente compra um quilo de carne, um fardo de arroz, e o que sobra? Nada. Mas a gente ainda precisa da roupa, do calçado, da rede para dormir', lamenta.
A renda média mensal dos moradores de Vargem Grande não passa dos R$ 156, segundo o IBGE. Boa parte dos moradores depende de ajuda do Governo Federal. Na sexta-feira (18), por exemplo, era dia de entrega do Bolsa Família. A fila era grande desde as primeiras horas da manhã.
Para quem tem no programa social a única fonte de renda, é difícil escapar da fome. Dona Maria José e as duas filhas vivem com R$ 134, por mês, do Bolsa Família. Mas tem uma hora do mês que o dinheiro acaba e a comida também. Há cinco dias, só tem arroz para comer.
Em outra casa, pé de frango é o único alimento da família. Pelas ruas do centro da cidade, esgoto correndo a céu aberto. O mesmo acontece na porta do único hospital da cidade. A falta de saneamento básico, que abrange coleta de lixo e redes de água e esgoto, atinge mais de 50% da população.
O bairro de Fátima, um dos mais pobres da cidade, fica na periferia de Vargem Grande. A maior parte das casas é feita de taipa, não tem esgoto, a água corre pelo chão. E o uso do banheiro é uma dificuldade. As famílias cavam poços atrás de água, mas não dá para usar porque tem muita sujeira no que encontram. A maior parte dos moradores tem que buscar água a muitos quilômetros de distância.
Uma família depende do único açude na zona rural e só encontra água barrenta: 'Nós não temos outra opção, não temos poço, não temos nada. A água que temos é essa. Nossa solução é essa daqui', diz uma moradora. 'É um município pobre e que não tem rendas próprias, infelizmente a gente tem que depender do Governo Federal e do governo do estado para que a gente possa fazer alguma coisa em benefício da população', declarou Miguel Fernandes (PMDB), prefeito de Vargem Grande.
A economia que cresceu com base no comércio e na produção artesanal de cerâmicas, registra índices altos de desemprego e violência. Outra carência do município de Vargem Grande é a educação. No povoado de Bananal, a única escola para as dez crianças da zona rural tem parede caída, cadeiras e mesas inadequadas para crianças pequenas e um teto que não protege da chuva.
O índice de analfabetismo no município é considerado alto pelo IBGE. 'Muitas vezes, eles perguntam muito pela merenda. Que horas chega a merenda, se tem merenda, porque estão com fome. Aí atrapalha muito porque, às vezes, eles vêm mais pensando na merenda', revela a professora Orlene Mesquita Silva. Esta terra, onde direitos básicos só são conquistados com muita luta, é um pedaço do Brasil que muitos brasileiros não conhecem.
Nota oficial - O governo do Maranhão enviou uma nota à equipe do 'Jornal Nacional', segundo ele, dando algumas explicações que influenciariam nesse resultado de o estado ter a menor renda média familiar, de acordo com o IBGE.
Uma das explicações seria o fato de que, no estado, as famílias têm muitas crianças e adolescentes, o que significa menos gente trabalhando, por isso um salário menor e renda mais baixa.
A outra explicação seria a grande concentração da população na zona rural, onde os salários são mais baixos e as rendas também.
O 'JN no Ar' segue para Vinhedo, no interior de São Paulo, um dos estados mais ricos da União, para fazer uma comparação com Vargem Grande e mostrar as desigualdades sociais entre as duas cidades, segundo dados do IBGE.




Do: JP