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O PRAZO DE INDICAÇÕES PARA COMISSÃO DO IMPEACHMENT TERMINA NESTA SEXTA



O prazo para que os blocos partidários indiquem seus representantes para a comissão especial destinada a analisar o impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado se encerra nesta sexta-feira (22). Dos 21 integrantes da comissão, 17 já foram escolhidos, mas, formalmente, o bloco composto por PT e PDT, com direito a quatro senadores, ainda não apresentou a lista.

·         caminho no senado
·         o mandato em jogo
·         como funciona o processo
·         perguntas e respostas
·         pedido x defesa x parecer
·         decisão do STF sobre rito
A comissão especial deverá ser instalada na próxima segunda (25), com a eleição do presidente e do relator do colegiado. No mesmo dia, as indicações de nomes para ocupar a comissão serão votadas pelos senadores no plenário.
Além dos 21 membros titulares, serão eleitos outros 21 suplentes para a comissão. Os partidos foram divididos em cinco blocos, que tiveram direito a número de vagas proporcional ao tamanho das bancadas das legendas que formam o bloco.
Na última quarta (20), entregaram a lista de nomes indicados os blocos do PMDB (5 vagas), Democracia Progressista (PP e PSD – 3 vagas), Bloco Socialismo e Democracia (PSB, PPS, PCdoB e Rede – 3 vagas).  Na terça (19), já haviam sido oficializadas as indicações dos bloco da Oposição (PSDB, DEM e PV - 4 vagas) e Moderador (PTB, PR, PSC, PRB e PTC – 2 vagas).
Presidente e relator
Também na quarta, o líder do PMDB na Casa, senador Eunício Oliveira (CE), indicou o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) para a presidência da comissão. Como possui a maior bancada do Senado (18 senadores), o partido tem o direito de escolher entre a presidência ou relatoria da comissão.
O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), afirmou que o partido vai indicar o senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) para a relatoria do colegiado. Se o nome de Anastasia for confirmado na eleição dos membros da comissão, caberá ao tucano elaborar parecer pelo afastamento ou não da presidente.


No giro da noticia
Edmilson Moura.

Primeira dama do município de São Luís Gonzaga do Maranhão Maria Jose Carvalho dar Chilique, no Quilombo de Santana


Com medo da visita da promotora de justiça na escola municipal nossa senhora Santana a primeira dama Maria Jose Carvalho correu para o quilombo para deixa tudo arrumadinho na escola se a escola fosse visitada pela brilhante promotora de justiça iria achar tudo nos triques, foi quando os moradores do quilombo foram ate a escola para cobra da senhora Maria Jose mais conhecida no município como Maria Promessa ou Maria Pepino, o poço que ela tinha prometido ai ela falou que não iria mais construir o poço, pois eles não tinha votado, no seu marido e que iria ganhar novamente a eleição e não faria nada pelos moradores pois todos eram traíras, e para piorar a situação um morador falou pois dona a escola recebeu muito dinheiro então faca o poço ai o bicho fedeu ela saiu com maior desaforo e falou em bom e auto tom não vou fazer nada por vocês bando de traíras vou ganhar a eleição ai vocês vão ver o diabo a mulher virou uma cobra, na escola professoras sê-me analfabéticas não tem agua na escola nem se quer para dar descarga nos vasos sanitários nem para as crianças beberem trazem de casas em garrafas petes uma verdadeira vergonha já foi encaminhado a promotora de justiça denuncias que esperamos que seja tomada total providencias. 

E QUAIS SÃO OS TRÊS RUMOS QUE A LAVA JATO PODE TER APÓS DECISÃO SOBRE IMPEACHMENT

O cenário  político instável e a possibilidade de uma troca de governo - com a Câmara dos Deputados aprovando o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff - abriram espaço para o surgimento de temores sobre possíveis implicações nos rumos da maior investigação de corrupção da história do país, a Operação Lava Jato.
Representantes do Ministério Público e especialistas em Direito acreditam que dois fatores podem eventualmente influenciar o andamento da operação: o aumento do número de políticos investigados e mudanças no comando do Ministério da Justiça, do Ministério Público Federal ou da Polícia Federal.
"Não tenho dúvidas que, de modo ostensivo ou de modo sorrateiro, diversas pessoas com poder econômico e político tentarão derrubar a Lava Jato", disse o coordenador da força-tarefa da operação, o procurador Deltan Dallagnol, à BBC Brasil. "Somos alvo daqueles que são investigados, e o número de investigados cresce a cada dia."
Para Oscar Vilhena, professor de Direito Constitucional da FGV-SP, o Ministério Público e a Polícia Federal operam com autonomia e independência e "não há como o governo influir no Judiciário nesse momento". Entretanto, ele diz que um eventual governo do PMDB (liderado pelo vice, Michel Temer) poderá haver "chance de influência sobre a Polícia Federal, porque ele (Temer) pode trocar o Ministro da Justiça ou até o chefe da Polícia Federal e aí você vai poder dificultar o trabalho (das investigações)."
Dois anos e 28 fases depois de ser instaurada, a operação - que aprofundou a crise política no país - abriu 212 inquéritos policiais e somou 93 condenações, além de ter apreendido ou bloqueado pelo menos R$ 2,4 bilhões originários de propinas e desvios, segundo dados oficiais da Polícia Federal até março deste ano.
Image copyright BBC Brasil Image caption Em evento em uma faculdade de Direito, em São Paulo, Luiz Roberto Godoy, delegado da Polícia Federal, mostra números da Lava Jato até março deste ano
Mas ela corre risco de ser influenciada pelos acontecimentos políticos no país? As preocupações dos procuradores e especialistas têm fundamento?
A BBC Brasil ouviu analistas e membros do Judiciário com essas perguntas, e chegou à três possíveis rumos das investigações de agora em diante.
1) Investigações seguem no mesmo ritmo, com finalização das etapas comandadas pelo Ministério Público Federal de Curitiba e concentração maior no Supremo Tribunal Federal (STF)
Segundo as expectativas do juiz Sérgio Moro, que comanda a Operação na 13ª Vara de Curitiba, a Lava Jato está perto de finalizar os processos que correm em primeira instância, em que foram indiciados empresários e funcionários da Petrobras e de outras empresas. Mas boa parte dos investigados são parlamentares com foro privilegiado e que só podem ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Na visão dos analistas ouvidos pela BBC Brasil, é provável que a Operação venha a ter um ritmo mais desacelerado e que os julgamentos levem mais tempo para serem concluída no STF, onde tendem a demorar mais.
"Ainda tem muito para avançar no STF, vários parlamentares estão sendo investigados lá", disse Rogério Arantes, professor de Ciências Políticas da USP. "Aí é só comparar com o tempo de duração do mensalão. Pode por no mínimo mais 12 meses ou até mais de agenda política centrada no julgamento da Lava Jato. Vai bater eleição de 2018 com essa agenda, independente de ela ficar ou não."
Image copyright BBC BRASIL Image caption Operação Lava Jato tem 75% de aprovação no país, segundo Instituto Paraná Pesquisas
Para Oscar Vilhena, "a quem deveremos cobrar responsabilidade (sobre o andamento da Lava Jato) após um eventual impeachment, é do Supremo."
Para o delegado da Polícia Federal de São Paulo, Luiz Roberto Godoy, o tumultuado cenário político não interferirá no andamento das investigações, porque a própria PF tem garantida sua "independência" do governo.
"Acho que hoje as instituições, em especial a Polícia Federal, o Ministério Público e o poder Judiciário atingiram um alto grau de independência. Apesar de nós não termos autonomia completa por estarmos atrelados ao poder Executivo, hoje nós temos plenas condições de tocar uma investigação independente da vontade política", afirmou.
2) Investigações seguem, mas Lava Jato sofre tentativas de obstrução no Legislativo
A grande preocupação com relação ao futuro da Operação Lava Jato, manifestada por procuradores do Ministério Público, é sobre possíveis tentativas de obstrução das investigações por meio da aprovação de medidas provisórias (MP) no Legislativo que "favoreçam" a corrupção.
"Quando você vê algumas propostas como a MP da leniência (que cria novas regras para acordos de leniência entre o poder público e empresas sob investigação), a proibição da colaboração de pessoas presas, a impossibilidade de execução da pena senão depois do julgamento em última instância... É muito claro que o objetivo desses projetos é obstruir as investigações", afirmou à BBC Brasil Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato.
Para o procurador Antonio Carlos da Ponte, especialista em Direito Penal e em crime eleitoral, o risco de aprovação de medidas como essas é real, porém pouco provável no atual cenário de pressão da opinião pública contra a corrupção.
Image copyright Camara dos Deputados Image caption Procuradores temem que deputados e senadores tentem aprovar leis que 'favoreçam corruptos'
"O que acontece é que todas as vezes que o Ministério Público cumpre seu papel constitucional e faz uma investigação e quando isso atinge pessoas que detêm poder político e econômico, há uma reação. Mas me parece que a aprovação dessas leis também não virá de uma forma tão simples", disse.
"Quem assegurou o poder do Ministério Público de investigar não foi a classe política, foi a população. Acredito que vão existir propostas buscando limitar o poder dele, mas a população vai pressionar e isso vai inibir a aprovação desses projetos."
Rogério Arantes concorda com essa visão e diz que aprovar medidas nesse sentido atualmente é "mais difícil do que fazer água subir morro acima".
"Para alterar o quadro legal de funcionamento dessas instituições tem que aprovar emendas constitucionais e medidas legislativas, algo que ninguém estaria em condições de fazer no atual cenário da política brasileira. E mesmo que conseguisse a maioria para aprovar, essas medidas seriam contestadas diante do STF, que teria a decisão final. Seguramente a opinião pública vai permanecer vigilante e cobrando de quem quer que seja."
3) Operação enfraquece por não estar mais sob holofotes e fica sujeita a 'interferências' do governo
Outra possibilidade mencionada pelos analistas é de a Lava Jato acabar enfraquecida por não estar mais no centro das atenções após o processo de impeachment. O fato dela não aparecer mais com a mesma frequência na mídia poderia diminuir o apoio massivo da população e permitir pequenas "interferências" do Executivo.
Isso se daria, por exemplo, através de mudanças no comando da Polícia Federal e do Ministério da Justiça - ambos os cargos nomeados pelo presidente da República.
"Um dos focos de risco à Lava Jato é a atuação do ministro da Justiça (atualmente, Eugênio Aragão) junto à parte da investigação conduzida pela Policia Federal. Ele pode decidir interferir nos trabalhos porque é parte do Poder Executivo, e algumas entrevistas que ele deu já deixaram margem para interpretação de que uma interferência dele é possível", pontuou o procurador Deltan Dallagnol.
Ainda assim, analistas também creem que o momento de instabilidade política abre pouco espaço para que isso aconteça.
Image copyright Agencia Brasil Image caption Campanha pela Autonomia da Polícia Federal contra a corrupção foi lançada por delegados em março
Segundo Rogério Arantes, "se pegar como exemplo o episódio do mensalão, o presidente Lula tinha nas mãos a prerrogativa de nomear o procurador, o diretor-geral da Polícia Federal, contava com maioria esmagadora do Congresso, tinha altíssima popularidade e, mesmo reunindo tudo isso, todos esses elementos não se mostraram suficientes para interromper o processo".
"As três instituições mais importantes do sistema de Justiça e controle de administração pública no Brasil ganharam autonomia com os governos do PT. De fato, isso é um paradoxo, porque agora ele é o que mais sofre com isso."
Oscar Vilhena acrescenta que "qualquer tentativa do governo de ingerir sobre a Polícia Federal tem sido refutada pela corporação, que está muito fortalecida nesse momento."
Já Antonio Carlos da Ponte defende que essa interferência seria, sim, possível, principalmente pelo fato de o procurador-geral da República, chefe do Ministério Público, ser nomeado pelo presidente.
"Não me parece ser razoável o chefe do Executivo nomear quem deve processá-lo. Não tem cabimento ter um delegado de polícia que eventualmente possa não levar uma operação adiante por causa de uma intervenção por parte do Ministro da Justiça ou de qualquer outro tipo de autoridade."

No giro da noticia.
Edmilson Moura

O IMPEACHMENT PASSOU NA CÂMARA AGORA VAI PARA O SENADO

O embate agora segue para analise no Senado Federal onde será criada comissão que tem 10 dias para emitir o parecer. Em seguida, haverá votação no plenário para decidir entre a extinção ou instaura o processo. Neste último caso Dilma será afastada do cargo por 180 dias (6 meses).

Julgamento no plenário do Senado

A votação no Senado, desta vez, é comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e exige votos de dois terços (54 dos 81 senadores) para a condenação. Em caso de absolvição, a presidenta reassume o mandato de imediato.

Condenação

Se condenada, a presidenta é automaticamente destituída e o vice, Michel Temer, assume até o fim do mandato. Dilma Rousseff fica oito anos sem poder exercer cargo público.

Veja o que acontece com Dilma agora que a Câmara aprovou o impeachment?  A Câmara aprovou o impeachment. Dilma ela é afastada?
Não. O processo seguirá para o Senado dias após a votação (possivelmente, entre 18 e 19 de abril) e uma comissão será formada para avaliá-lo. Só o Senado pode processar e julgar um presidente da República.

É preciso avaliar de novo?

Sim. O trabalho no Senado é diferente do que já foi feito, uma vez que a comissão da Câmara só avalia a admissibilidade, ou seja, se o processo tem condições ou não de seguir. A comissão do Senado deve se reunir entre os dias 21 de abril e 02 de maio. O parecer final é encaminhado ao plenário para uma nova votação. O processo só deve continuar se 41 dos 81 senadores (maioria simples) concordarem com ele.

E se o Senado aceitar o pedido?

A presidente é afastada por um período de 180 dias e o vice-presidente Michel Temer assume o cargo. Dilma recebe um prazo de 20 dias para apresentar nova defesa.

Dilma deve deixar o Palácio do Planalto?

Não. Como explica Flávio de Leão Bastos Pereira, professor de Direito Constitucional do Mackenzie, a presidente não é obrigada a deixar a residência oficial durante o período que não exerce a presidência. Durante o afastamento, no entanto, ela recebe apenas metade de seu salário (que atualmente é de R$ 30.934,00).

E por quanto tempo o Senado pode julgar a presidente?

Os senadores dispõem de 180 dias para julgar se Dilma é responsável pelos crimes de responsabilidade apontados no processo. Se eles decidirem usar todo o tempo, o processo termina em outubro deste ano.

Como funciona a votação final?

A sessão é presidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal. O impeachment é aprovado se dois terços dos senadores (54 dos 81) votarem a favor. Se Dilma for condenada, perde o mandato e se torna inelegível por oito anos. Se for absolvida, volta automaticamente ao cargo e recebe o valor que deixou de receber enquanto estava afastada.

Uma observação.
Com todo respeito aos Deputados e Deputadas, mas o que vir na maioria dos Senhores e Senhoras, na hora do voto ou de votar dizer, em defesa da minha família, voto no “SIM” voto no “NÂO” e a sua representação no seu Estado onde ficou?

No giro da noticia.
Edmilson Moura.

O DEPUTADO FEDERAL JEAN WYLLYS PEDE QUE STF PROÍBA VOTO DE CUNHA EM IMPEACHMENT



O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) entrou com uma ação nesta sexta-feira dia 15 de abril de 2016 para que o Supremo Tribunal Federal (STF) determine que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se abstenha de votar no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Segundo a Folha de S. Paulo, o deputado do PSOL indica em seu pedido ao STF que o voto de Eduardo Cunha fere o regimento da Câmara, que só prevê votação do presidente da Casa em casos de "apurações secretas ou para desempatar votações abertas, possibilidade inexistente, já que a votação do impedimento se dá por proporcionalidade.
Para Wyllys, ao anunciar voto publicamente, Eduardo Cunha "mostra nítida intenção de violar as regras regimentais". O ministro Celso de Mello vai relatar do caso.
LEIA TAMBÉM:

© Agência Brasil
No giro do IMPEACHMENT
Edmilson Moura.

NO GIRO DO IMPEACHMENT APÓS DILMA REUNIR-SE COM GOVERNADORES, PLANALTO DIZ QUE REVERTEU VOTOS A FAVOR DO IMPEACHMENT



BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff comemorou na tarde desta sexta-feira, 15, a reversão de importantes votos como do primeiro-vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), um antigo aliado do principal algoz do governo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Esse foi um dos resultados do trabalho do Planalto, em conjunto com seis governadores que desembarcaram em Brasília para ajudar o governo: Flávio Dino (PC do B), do Maranhão, Camilo Santana (PT), do Ceará, Rui Costa (PT) Bahia, Waldez Góes (PDT), do Amapá, Ricardo Coutinho (PSB), da Paraíba e Wellington Dias (PT), do Piauí.
Dilma se reuniu com todos eles, além de vários deputados de suas bancadas. O resultado desta mobilização, de acordo com o Planalto, é que o governo terá até 30 votos a mais de deputados que mudaram de lado. O governo terá também pelo menos 20 deputados, a maioria candidatos a prefeitos, que se ausentarão do plenário no domingo durante a votação do processo de impeachment de Dilma. "O clima mudou no Planalto", assegurou um interlocutor direto da presidente, ao relatar que a aposta é "principalmente nas ausências".
O ministro-chefe do Gabinete pessoal de Dilma, Jaques Wagner, afirmou que "o reforço dos governadores surtiu efeito nas bancadas e ampliou nossa vantagem". Entre as idas e vindas de deputados e seus votos, na noite desta sexta, em uma de suas planilhas, o Planalto contava com 179 votos, sete a mais que o mínimo necessário para barrar o impeachment. Aos que iam ao seu gabinete, a presidente Dilma reiterava que tem os votos para barrar o impeachment e apresentava a sua planilha e anunciava: "ela (a planilha) é confiável".
Depois da reunião com Dilma, o vice-líder do governo na Câmara, Sílvio Costa (PT do B-PE) e o governador do Maranhão Flávio Dino (PC do B), também disseram que o governo tem mais do que os 172 votos necessários para barrar a admissibilidade do processo de impeachment, a ser votado no próximo domingo, 17.
"Temos convicção que teremos margem de votos para impedir 342 votos pró-impeachment", disse Dino. Já Sílvio Costa, afirmou que existem ainda 36 votos de deputados que estão indecisos, os chamados de "a trabalhar" nas planilhas do governo. "Estamos bem acima da margem de erro e hoje detectamos o desespero da oposição", afirmou.
Dino disse que só nesta sexta o governo conseguiu converter três votos no Maranhão que eram favoráveis ao impeachment, e outros três ou quatro do Amapá. "Chegaremos facilmente a 20 ou 30 votos modificados até domingo", afirmou. Mais cedo, a presidente se reuniu com os governadores da Bahia e do Ceará. "Os governadores do Nordeste estão confiantes que a Câmara manterá o jogo democrático", afirmou Dino.
O governador disse que a presidente Dilma está tranquila e firme, primeiro, segundo ele, porque não cometeu nenhum crime, e segundo porque o governo está seguro de que conseguirá barrar o impeachment. De acordo com Dino, o clima sobre a votação do impeachment melhorou nos últimos dias, com uma reversão da tendência pró-impedimento da presidente. "A suposta avalanche que haveria na direção do apoio ao impeachment não se verificou". Ele disse que outros governadores também estão ajudando o governo no trabalho de convencimento dos deputados e que esse esforço será intensificado nos próximos dias.
Varejo. Não só os governadores ajudaram na mudança de votos. A abertura dos gabinetes de ministros palacianos e da própria presidente Dilma, recebendo deputados no varejo, também levou a algumas "vitórias" do Planalto. A filha do ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR), deputada Clarissa Garotinho, não estará em plenário no domingo alegando recomendação médica, já que está em final do período de sua gravidez. Coincidentemente, Garotinho esteve ontem no Planalto.
Dino comentou também sobre a situação do deputado Waldir Maranhão (PP-MA), que é primeiro vice-presidente da Câmara e considerado aliado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e mudou sua posição de favorável para contrário ao impeachment nesta sexta. "Ele esteve comigo e Dilma e reiterou que há vários deputados do PP que vão seguir a linha de manutenção do apoio ao governo", afirmou Dino.
Além de Waldir, o governador maranhense anunciou que o ex-governador do Estado José Reinaldo Tavares também mudou seu voto e não vai mais apoiar o impeachment, embora não apoie o governo Dilma. "Obrigada pela força", não se cansava de repetir a presidente Dilma a cada apoiador que lhe levava uma boa notícia.
O vice-líder do governo na Câmara, Sílvio Costa (PTdoB-PE), que esteve no Planalto pelo menos três vezes nesta sexta-feira, garantiu que o governo "já ultrapassou" os 172 votos necessários para barrar a admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma. Costa afirmou que existem ainda 36 votos de deputados que estão indecisos, os chamados de "a trabalhar" nas planilhas do governo. "Estamos bem acima da margem de erro e hoje detectamos o desespero da oposição", assegurou.Estratégia. Em entrevista no Planalto, após nova reunião com a presidente Dilma, Costa considerou todos os levantamentos divulgados pela imprensa sobre a votação de domingo como "equivocados" e citou que a oposição está apresentando apenas um "movimento regimental" para aprovar o impeachment, ou seja, o voto sim. E, ao falar da estratégia do Planalto, informou: "o governo tem três movimentos regimentais a favor da democracia: o voto não, a abstenção e a falta. Esses três movimentos regimentais não são detectados". A aposta dele e do governo é que a oposição não terá os 342 votos necessários para aprovar a admissibilidade do processo.
O deputado evitou citar placares de votação, mas garantiu que no Acre governo e oposição terão quatro votos cada. "Talvez amanhã, para provar que oposição vem mentido, ou 10 minutos antes do discurso, eu comunique o número de votos", afirmou. Costa repetiu o discurso do governo e afirmou que na segunda-feira a presidente irá repactuar o País, e reinaugurar seu segundo mandato, após "a 're-reeleição' de domingo".
O governador do Maranhão disse também que a presidente Dilma resolveu cancelar o pronunciamento em rede de rádio e TV que faria nesta noite porque o governo preferiu, neste momento, centrar esforços nas negociações com os deputados. Segundo ele, essa foi uma posição externada pelo Advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo, na reunião com Dilma. "É mais importante dispender energia nisso", comentou Dino sobre o convencimento dos deputados. Segundo ele, não há necessidade de criar uma nova polêmica com o pronunciamento, que poderia ser questionado pela oposição. Ele ainda negou que o governo tenha cancelado a veiculação do discurso com medo de "panelaços".
Costa citou que pesquisas internas mostram que as ruas estão divididas sobre o impeachment a passou a atacar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), chamado por ele de "criminoso" e o vice-presidente da República. Michel Temer (PMDB). "A diferença entre Temer e Cunha é que um foi pego e outro não. Temer está rasgando a história e vai entrar na história como o que tentou derrubar Dilma", disse Costa, sugerindo a renúncia do vice-presidente caso o processo de impeachment seja barrado.
Costa sugeriu também que Temer renuncie caso o governo vença a votação e indagado se, caso isso ocorra, como o governo lidaria com Eduardo Cunha em primeiro lugar na linha sucessória de Dilma, o parlamentar emendou: A gente vai tirar o Cunha. Aliás, o STF se quiser tira ele amanhã", concluiu.

No giro do IMPEACHMENT
Edmilson Moura.

SÁBADO DIA 16.04.2016. NO GIRO DO IMPEACHMENT

Os Parlamentares vão discursar na sessão de sábado até madrugada de domingo(17). A lista de inscrições para discursos de deputados sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff reúne 249 deputados, sendo que 170 se registraram para defender o afastamento da petista e outros 79, para pedir o arquivamento do processo. As inscrições se iniciaram às 9h desta sexta-feira (15) e foram encerradas às 11h.

Os deputados terão o direito de discursar, pela ordem de inscrição, na sessão de sábado (16), a partir das 11h ou ás 11h deste sábado. A intenção do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é que levar a sessão até às 2h de domingo (17).
Na sexta (15), a Câmara iniciou a análise do pedido de impeachment de Dilma. Haverá debates e pronunciamentos até o domingo (17), quando está marcada a votação. Os deputados vão decidir se encaminham o processo para o Senado ou se arquivam. Para aprovar a continuidade, são necessários os votos de 342 parlamentares.
O Advogado da União Cardozo afirmou que o processo de impeachment teve início num “ato viciado”, fruto de uma “retaliação” do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
tópicos:
veja também
Ministro da AGU disse que parecer de Jovair 'agravou ilicitude' do processo. Deputado afirmou que não aceita ‘nenhuma das críticas’ feitas por Cardozo.

No giro do IMPEACHMENT
Edmilson Moura

Corpo de menor é encontrado enterrado em cova rasa em bairro de Bacabal



O corpo do menor Charles Neves da Silva, de 14 anos de idade, foi encontrado enterrado em cova rasa em uma área de matagal no bairro Trizidela,  onde o mesmo residia.

As  policias Civil e Militar estiveram no local.

Há três meses a vítima foi conduzida a delegacia suspeita de ter efetuado disparos de arma de fogo em direção de outra pessoa, no residencial Terra do Sol.

Dentro de instantes mais detalhes
Fonte: Blog do Sergio Matias

NO GIRO DO IMPEACHMENT


A sessão desta sexta  dia 15 de abril de 2016 inaugura a análise do impeachment pela Câmara. Haverá debates e pronunciamentos até o domingo (17), quando está marcada a votação. Em todas as sessões será concedido tempo para discurso de lideranças partidárias- que varia de 3 a 10 minutos, conforme o tamanho das bancadas.
O IMPEACHMENT

A DEFESA DO GOVERNO
Para Cardozo, Dilma não cometeu crime e impeachment é 'retaliação' Advogado-geral da União fez a defesa da presidente na Câmara. Para ele, a abertura do processo é 'nula' e um 'ato viciado'.
G1, em Brasília
O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta sexta-feira (15) na sessão da Câmara que analisa o impeachment que a presidente Dilma Rousseff não cometeu crime e que o processo é "nulo".  
O ministro afirmou ainda que o processo de impeachment é “ato violento” e que, num país “com corrupção histórica e estrutural”, que tem em curso a Operação Lava Jato, com diversos investigados, a presidente da República “não tem nenhuma investigação, absolutamente nenhuma”.
 "Num país que tem uma corrupção histórica estrutural, um país que tem a Operação Lava Jato investigando e que tem várias pessoas que estão sendo acusadas e investigadas, terá uma presidente da República afastada sem nenhuma imputação grave por questões contábeis, que sempre eram feitas por todos os governos, que eram respaldadas pelos tribunais de contas e que não se prova o dolo?", questionou Cardozo.
O ministro disse ainda que o processo de imepachment teve início num “ato viciado”, fruto de uma “retaliação” do presidente da Câmara,Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quando o PT negou apoio a ele no Conselho de Ética, onde o peemedebista é alvo de uma investigação

Cardozo apresentou ainda um requerimento para que a defesa possa se manifestar novamente no domingo, após a leitura do parecer pelo relator, deputado Jovair Arantes (PTB-GO). Cunha ainda não informou se concederá esse tempo adicional.
Antes do ministro, Reale Jr. falou na sessão. Ele disse que as pedaladas fiscais, das quais Dilma é acusada, são "crime contra a pátria".
Meta fiscal
Cardozo sustentou que o dinheiro liberado pelos decretos não foi usado, porque houve um contingenciamento do Orçamento depois. Ele também afirmou que o governo fez a maior retenção de gastos da “história”.
“Ele impediu que se gastasse mais com isso, porque após o decreto de crédito extra fez decreto de contingenciamento. O governo fez o maior contingenciamento da história”, disse.
Cardozo ainda acusou o Congresso Nacional de ter responsabilidade na crise econômica por aprovar “pautas-bombas”, como são chamados os projetos que elevam gastos públicos. Segundo ele, o governo não ofendeu as metas fiscais porque enviou para o Congresso um projeto autorizando déficit e os parlamentares permitiram que houvesse um rombo de R$ 119,9 bilhões.
“As pautas bombas fizeram com que a crise econômica se agravasse. Esse fato ensejou que o governo controlasse com pulso firma as metas fiscais. Então, o que fez o governo? Mandou uma lei para rever as metas fiscais e essa casa aprovou. As metas fiscais não foram ofendidas porque essa Casa alterou”, disse.
 tópicos:
Do: G1, em Brasília
Edmilson Moura.

COMO VAI SER FEITO A VOTAÇÃO DO IMPEACHMENT



Ordem de votação do impeachment será de deputados do Sul para o Norte.Decisão foi anunciada, no plenário, pelo primeiro-secretário, Beto Mansur. Avaliação é de que ordem das regiões pode gerar clima 'pró-impeachment'.
O primeiro-secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), anunciou nesta quarta-feira dia 13 de abril de 2016, no plenário, que a chamada para votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff seguirá a ordem de deputados do Sul para o Norte.
Conforme Mansur, entre os parlamentares do mesmo estado, a chamada seguirá ordem alfabética dos nomes. A votação começará pelos deputados do Rio Grande do Sul. Dentre estes, o primeiro a votar, pelo critério de ordem alfabética, será Afonso Hamm (PP).
Depois do Sul, serão chamados os deputados do Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Norte.
Nos bastidores, já havia a expectativa de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), começasse a chamada por deputados do Sul e Sudeste, para gerar um clima “pró-impeachment” até o posicionamento de parlamentares do Norte e Nordeste, onde supostamente o governo teria mais apoio.
O primeiro-secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), anunciou nesta quarta-feira (13), no plenário, que a chamada para votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff seguirá a ordem de deputados do Sul para o Norte.
Conforme Mansur, entre os parlamentares do mesmo estado, a chamada seguirá ordem alfabética dos nomes. A votação começará pelos deputados do Rio Grande do Sul. Dentre estes, o primeiro a votar, pelo critério de ordem alfabética, será Afonso Hamm (PP).
Depois do Sul, serão chamados os deputados do Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Norte.


No entanto, Cunha negou que a medida vá favorecer qualquer um dos lados. “Isso é uma situação absurda”, afirmou.
Ele reconheceu que, se for atingido o quórum de 342 votos pela abertura do processo, os deputados podem mudar de posição, mas isso poderia acontecer com qualquer um dos lados.
“À medida que atinja o quórum necessário para a abertura do processo, se for atingido, aqueles que ainda não votaram é que podem se estimular a votar de uma maneira por causa de o quórum ter sido atingido. É o que aconteceu, por exemplo, na votação do ex-presidente Collor. Na medida em que atingiu os 342 votos, quem foi chamado depois, se pensava em votar contra, pode ser que vote a favor. Isso pode acontecer com qualquer lado que você comece e pode mudar qualquer um”, afirmou Cunha.
A legislação que trata de impeachment prevê que a votação nominal "será feita pela chamada dos deputados, alternadamente do Norte para o Sul ou vice-versa, observando-se que os nomes serão anunciados em voz alta por um dos secretários”. Assim, o presidente da Câmara pode optar por começar por qualquer das duas regiões.
“Primeiramente, serão chamados nominalmente os deputados da Região Sul, até se chegar à Região Norte. Dentro de cada estado, a chamada seguirá a ordem alfabética dos nomes dos deputados”, informou Beto Mansur.
Na votação do processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, a chamada se deu por ordem alfabética porque, segundo Cunha, na época não havia previsão regimental.
No entanto, Eduardo Cunha decidiu que a Câmara deve seguir a legislação, que prevê chamada por regiões do país. Segundo ele, essa regra permite que a população acompanhe com mais facilidade a posição dos parlamentares que elegeram.
Na decisão lida pelo primeiro-secretário, Cunha sustentou que optou por começar pela região Sul, porque a última votação ocorrida por chamada nominal – a eleição de Severino Cavalcanti para a presidência da Câmara, em 2005 –, começou por deputados da região Norte.
“De 2005 até hoje, não houve nenhuma votação que tenha adotado o mesmo procedimento [chamada nominal]. Logo, a próxima votação com esse mesmo procedimento deverá seguir a ordem de chamada dos deputados do Sul para o Norte”, afirmou o presidente da Câmara.
Cronograma
A discussão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff vai ter início às 8h55 da próxima sexta (15) e a votação será a partir de 14h de domingo (17). A sessão de sexta terá início com fala da acusação (autores do pedido de impeachment) e da defesa, que deve ser feita pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.
Tanto os autores do pedido de impeachment quanto a defesa da presidente terão 25 minutos para falar. Em seguida, os representantes de cada um dos 25 partidos políticos terão direito de falar por uma hora. Os líderes das siglas indicarão até cinco deputados para discursar.
Os líderes também poderão discursar em todas as sessões – o tempo é proporcional ao tamanho das bancadas e varia de 3 a 10 minutos. A ordem dos discursos do partido será da legenda com maior bancada para a menor.
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Sábado
No sábado, às 11h, será aberta sessão para manifestação individual de deputados. Cada um terá três minutos para falar, conforme a ordem de inscrição. Haverá alternância entre discursos favoráveis e contrários à continuidade do processo de impeachment.
O relator do processo, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), tem direito de falar depois de cada orador, mas pode optar por se pronunciar ao final de todas as manifestações. Deputados poderão apresentar requerimento pedindo o encerramento da discussão após a fala de quatro deputados.
Domingo
No domingo, a sessão será aberta às 14h para votação, havendo a necessidade de quórum mínimo de 51 deputados para votar. O presidente da Câmara também está apto a votar.
Os líderes de todos os partidos poderão falar para orientar o voto de suas bancadas. Logo em seguida, será iniciada a votação. Cada parlamentar será chamado pelo nome e terá 10 segundos para anunciar o voto. A ordem de chamada para votação será de deputados do Sul para o Norte.
Durante a deliberação, não caberá tempo de líder nem qualquer outra interrupção. Os deputados que estiverem ausentes serão chamados nominalmente após a primeira chamada. Somente um microfone ficará disponível para o anúncio do voto durante a deliberação.
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Do: Do G1, em Brasília
Edmilson Moura.