SÃO LUÍS GONZAGA DO MARANHÃO: Família de menor de idade grávida de gêmeos aponta negligência médica após mortes dos bebês


Familiares de Raimunda Larissa Salazar, grávida de 5 meses, moradora do Povoado Santo Antônio do Coque, zona rural de São Luís Gonzaga do Maranhão, denunciaram ao blog que ela deu entrada por volta das 19 horas desta terça-feira (20), no Hospital Serapião Ramos Neto, casa de saúde alugada pelo município e que funciona como unidade de pronto-atendimento, para internações e procedimento de parto.


Gravidez gemelar


Ainda segundo a família, cerca de duas horas depois, a menor de apenas 15 anos, deu à luz prematuramente a primeira criança, sendo que a segunda nasceu morta, ambas do sexo feminino. Entretanto, a que apresentava alguns sinais vitais, como é possível observar no vídeo feito segundo após o nascimento, também teria vindo a óbito.


Uma tia da parturiente que lhe acompanhava na sala de cirurgia alega que foi obrigada a se retirar do hospital por determinação do médico de plantão Ademar Oliveira em função de ela exigir explicações sobre o estado de saúde da criança que havia nascido com vida, pedindo inclusive, se caso o hospital não dispusesse de condições para salva-la que a encaminhasse para outra cidade.


Ainda na esperança de poder ter as condições de transferir a criança, a mesma procurou auxilio ao Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente, que, por volta das 22h41, encaminhou seus conselheiros ao hospital.

Aos mesmos teria sido negado ver os corpos das crianças, mas lhe foram apresentadas as declarações de óbitos, sendo que, como explica publicação postada no site JusBrasil, é importante diferenciar a situação na qual a criança já nasce morta, daquela situação em que a criança nasceu com vida e logo em seguida veio a óbito, pois, nesse segundo caso, haverá a necessidade de serem feitos dois registros, um de nascimento e outro de óbito, e, de acordo com o relato da tia da menor, esse procedimento não foi feito pelo médico Ademar Oliveira, já que cabe a ele atestar se a criança nasceu já morta ou se teve alguma atividade respiratória, que é o critério para se afirmar que o ser humano nasceu com vida.
Portanto volto a destacar o vídeo em que aparece nitidamente uma das crianças apresentando atividade respiratória.

E mais
Durante o período em que se decorreu essa situação no hospital municipal de São Luís Gonzaga do Maranhão, em nenhum momento foi registrada a presença do secretário de municipal Saúde, pessoal com quem a qual o Blog do Sérgio Matias tentará manter contato por toda essa quarta-feira (21), da mesma forma com o médico Ademar Oliveira.
EM TEMPO: Até por voltas das primeiras horas desta quarta-feira os corpos das crianças não haviam sido liberados.


Do: http://www.blogdosergiomatias.com.br/

2 comentários:


  1. A MORTE

    A vivência da morte de um paciente, suscita angústias, pois coloca os profissionais frente a frente com a incômoda sensação da própria finitude. Não existe vida sem morte, e em consequência, pois a morte faz parte da vida dos profissionais da saúde. Mais no meio médico, não se pode pensar em morte, pois ela não é vista como um desenlace possível, mesmo naqueles casos em que esteja claro que a morte é inevitável. E só é um bom médico se trabalhar com uma boa estrutura, pois acho que em São Luís Gonzaga do Maranhão falta estrutura?

    Edmilson Moura.

    ResponderExcluir
  2. O governo Emanuel Carvalho é relapso em todos os seguimentos administrativo, entretanto nesse caso das crianças, estão querendo fazer uma tempestade num copo de água. pois no hospital municipal por vezes não tem se quer seringa para aplicar injeção, como é que vai ter uma encubadora para esses casos?

    ResponderExcluir