A leitura como um meio de libertação

Com a chegada da família Real Portuguesa no Brasil trouxeram uma das maiores bibliotecas reais, com acervos de livros riquíssimos. Mas nem todos tinham acesso aos livros, os mais privilegiados eram os filhos de grandes fazendeiros daquela época e pouco eram os interessados por leituras.
            A nossa sociedade herdou com o advento da coroa portuguesa, marcas que ainda vemos no cotidiano das famílias brasileiras, ou seja, um país que não cultivou o hábito da leitura. Sendo que a leitura é de extrema importância, pois leva o leitor ao conhecimento científico e do mundo, ela amplia o entendimento de mundo, propicia ao acesso à informação com autonomia, permite o exercício da fantasia e da imaginação e estimula a reflexão crítica, debate e a troca de idéias. Faz-se uma necessidade concreta para a aquisição de significados.
            A importância social da leitura passa, portanto, pela construção do usuário dos sistemas da informação, isto é, a própria leitura que vai habilitar os indivíduos a se conhecerem, a se pensarem e a poderem decidir. Sendo que é a leitura que pode dimensionar o lugar do homem na construção de uma sociedade mais justa, equilibrada, que todos nós buscamos.
            Aos donos do poder não convém que as classes desprivilegiadas produzam ou expressem suas próprias idéias, convém à elite manipular o povo, poder aliená-lo da participação da construção de um país melhor. Torna-se mais maleável um povo que permanece com consciência ingênua, que não seja capaz de tecer críticas ou racionalizar fatos.
            Contudo, é necessário a implantação da “Feira do Livro” em nosso calendário, algo consagrado aos cidadãos. Pois sabemos que a família, escola e a sociedade são elementos básicos para a formação, em primeiro momento, vincula-se ao contexto familiar, se há presença de livros, leitores e situações de leitura nesse ambiente familiar.
            É indispensável para a criança que haja exemplos de leitura, já que ela aprende por meio de imitações do comportamento alheio para então se executar o que foi assimilado na vida. Mas infelizmente a maioria das famílias que passam por muitos problemas de caráter familiar, social e econômico não consegue passar nenhum tipo de estímulo para seus filhos. Assim, cabe a nós cidadãos de nossa cidade, lutarmos por investimentos em educação e implantação cultural da Feira do Livro em nossa cidade, cobrando às autoridades. Todavia, estaremos buscando caminhos para solucionar o péssimo quadro de educação que abrange quase que geral o nosso país, para então tornar leitores e críticos conscientes. Sabe-se que esta não é uma tarefa das mais fáceis, pois como temos presenciado o “livro” tornou-se um último veículo da cadeia de transmissão cultural.
            Porém, essa questão só depende de uma opção política na tentativa de melhorar a qualidade de ensino e tirar os alunos da ignorância através da leitura.



Do: TB

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